22 de jan de 2015

Hyper Cola

Eu prefiro não falar sobre os dias em que trabalhei para a Coca Cola. Entretanto, sinto que é meu dever revelar os segredos doentios dessa companhia. Para eles, nunca houve qualquer problema em atormentar, torturar e até mesmo matar se isso garantisse que seus negócios não fossem prejudicados.

Não faz muito tempo - talvez em 2009, se me lembro bem - eu estava me tornando um funcionário de respeito pela minha diligência e habilidade. O chefe do nosso setor me promoveu para ver o novo projeto que estava sendo testado: Hyper Cola. Energéticos estavam cada vez mais populares, e a Coca não tinha nenhum produto nesse campo. Hyper Cola seria o primeiro.

Eu não sabia muito bem quais eram os ingredientes da Hyper Cola, uma vez que meu trabalho era de marketing. Eu sabia, entretanto, que a intenção era criar um produto extremamente viciante. Depois de conversar com a equipe desenvolvendo a bebida, nós concluímos que a única coisa de que ainda precisávamos era da opinião dos consumidores.

Diversos beta testers, dos mais novos aos mais velhos, dos mais baixos aos mais altos, chegaram. Eles experimentaram a bebida, e disseram que o gosto era ótimo. Depois do teste do sabor, nós levamos todos (15 pessoas, se me lembro bem) para uma sala enorme. Haviam cestas de basquete, escorregadores enormes, até mesmo frisbees. Havia espaço suficiente para exercícios. Depois de fechar a porta, nós ficamos olhando por uma janelinha, curiosos para ver quais seriam os efeitos da Hyper Cola.

Os idosos estavam andando ligeiro, as costas não mais arqueadas. Pareciam muito mais ativos que antes. Os mais jovens estavam correndo, pulando, jogando basquete, mas um deles estava parado, no canto, encarando a parede. Parecia estranho, mas no fim das contas todos os outros estavam mais empolgados que ele, então não demos importância. Um casal idoso começou a fazer jogging, dois irmãos começaram a jogar frisbees, haviam até mesmo dois homens de meia idade disputando uma partida de basquete; agora, entretanto, haviam duas pessoas paradas num canto, de costas para nós.

A segunda pessoa era mais velha, tinha pelo menos sessenta anos. Os dois indivíduos eram baixos e pareciam exaustos, sem vida até. Não sabíamos se estavam cansados da atividade ou se estavam meramente fazendo uma pausa. Não tínhamos certeza, é verdade, mas algo estava me deixando um tanto nervoso e preocupado. Decidimos enviar um funcionário para verificar o que acontecia.

Enquanto ele andava na direção da dupla, outras pessoas se uniram a eles. Acho que pelo menos três outras pessoas já haviam ido para o mesmo canto quando o funcionário chegou lá. Parecia que, aos poucos, todos iriam se dirigir para aquele mesmo canto. Quando o empregado chegou até eles, nós encaramos aquela pequena área, tensos. Ele lentamente ergueu o braço, e, olhando para uma garota, tocou de leve em seu ombro. "Está tudo bem, moça?"

Ela se virou para ele. Sua aparência era assustadora. De pé, encarando o funcionário com seus enormes olhos completamente vermelhos, ela lambeu sua pele bastante pálida com um sorriso enorme. Seus lábios pareciam se esticar por toda sua face, seus olhos cada vez mais abertos, e as pupilas englobavam todos seus olhos. Lábios trêmulos, pele sem qualquer cor e pupilas dilatadas ao extremo, ela respondeu, "Socorro." Sua voz estava inquieta e ela tremia da cabeça aos pés. E isso foi tudo que ela pôde dizer antes de desmaiar.

Outros desmaiaram juntos e em pouco tempo, todo o grupo estava caído, empilhado no canto daquela sala. Os funcionários correram para resgatá-los, colocando-os em quarentena. Uma vez em quartos separados, cada paciente parecia mais perto da morte. Suas peles não tinham qualquer cor, e quase todos constantemente vomitavam aquela substância viscosa, amarelo neon. Começaram a falar coisas sem sentido e a agir de maneira estranha.

Um dos pacientes começou a arranhar as paredes, e não parecia querer parar. Ele estava dedicado àquela missão, e parecia temer por sua vida. Seus lábios quebradiços se abriram, revelando seus dentes podres enquanto ele gritava "Socorro, socorro!" Ele continuou arranhando as paredes até que suas unhas quebraram e sua carne começou a rasgar. Nós imobilizamos este homem, mas só depois de sedá-lo e amarrá-lo é que percebemos que ele já havia exposto  os ossos de suas mãos. Sua pele descascou completamente, e suas mãos estavam banhadas em sangue. Estava mesmo determinado a fazer o que quer que fosse.

Os outros pacientes pareciam cada vez mais insanos, correndo em volta de seus quartos, banhados em suor. Depois de um dia ou dois, nossa equipe médica conduziu testes nesses pacientes. Foi confirmado que havia uma substância desconhecida na bebida causando a deterioração e apodrecimento dos cérebros dos pacientes em velocidade acelerada. E no entanto, a única coisa que os mantinha vivos eram os demais produtos químicos da bebida. Os médicos disseram que poderiam resolver aquele problema, mas os efeitos da bebida continuariam para sempre nos organismos das vítimas.

Os cientistas da companhia correram para fazer diversos testes na bebida, tentando encontrar uma resposta. Infelizmente, não havia nenhuma. Os pacientes receberam alta, e agora pareciam não lembrar de nada do que ocorreu durante aquele período. A empresa, chocada, ordenou que nunca falássemos do assunto com ninguém.

Ao contrário dos demais, entretanto, eu acompanhei a vida desses pacientes. Fiz algumas pesquisas e descobri algo aterrorizante. Todos eles haviam morrido depois de sair do prédio. Isso era ruim o bastante, mas o pior de tudo era que todos haviam morrido exatamente no mesmo dia. O dia em questão era o mesmo dia do prazo de validade das garrafas de Hyper Cola. Aquilo me enervou bastante.

O projeto foi jogado debaixo do tapete devido à sua periculosidade. A companhia, é claro, tratou de se proteger, mas com sua fama e tamanho, não foi muito difícil. A Coca Cola deletou todos os traços da Hyper Cola de todos os cantos. Especulações foram desmentidas, e artigos sobre o "suposto" produto foram removidos. E, como eu disse, ninguém na empresa jamais falou sobre esse assunto. Ninguém exceto eu. Eu não me surpreenderia se esse texto fosse removido. Afinal, a Coca Cola vem fazendo um trabalho maravilhoso para esconder todo esse projeto do público.

19 de jan de 2015

13 de jan de 2015

Creeper da Semana: Carlos Alberto


Idade: 25 Anos

Estado: Rio de Janeiro

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas: Como conheceu o blog/porque gosta de creepypastas: Sempre adorei histórias e contos de terror. Quando era pequeno sempre assistia "Are You Afraid of The Dark" (Clube do Terror para quem assistia na Nickelodeon xD) e chegando à idade adulta me tornei um leitor assíduo de Edgar Alan Poe e Stephen King. Acompanhava sites estrangeiros de creepypastas, até que resolvi procurar um em português (tenho um bom inglês mas sou preguiçoso demais para ficar muito tempo traduzindo textos :D). O primeiro link que veio com a pesquisa foi o da CPBr, e desde então não parei mais de acompanhar!

Contato

Facebook: http://www.facebook.com/mr.playsson

(Creeper de Semana - 12/01/2015 à 18/01/2015)

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6 de jan de 2015

ANO NOVO, VIDA NOVA! MUITAS NOVIDADES E ESCLARECIMENTOS!

Primeiramente, feliz natal e um feliz 2015 atrasado pra todo mundo!

Esperamos que esse ano tenha sido um ótimo ano pra todos vocês. Pessoalmente, 2014 foi um ano muito complicado, conturbado pra mim, recheado de coisas novas, algumas boas e outras não tão boas assim. Novos rumos, novos obstáculos, novas amizades, novas brigas, novas responsabilidades. Sem entrar em muitos detalhes, pessoalmente, foi um ano bastante complicado desde de Janeiro, até o final. Correria pra arranjar emprego, problemas financeiros e pessoais tensos, e claro, preocupação máxima com o blog e o canal, no sentido de atualizar semanalmente, editar, gravar, renderizar, etc. Tudo isso custou muitas de minhas madrugadas, mas vendo o numero de seguidores tanto do canal quanto do blog, e que esse numero continua a crescer constantemente, é muito mais do que satisfatório pra mim, pra todos nós.

É claro que, como todo começo de ano, temos nossas metas a serem atingidas, e nesse ano não poderia ser diferente. Já tenho minhas metas pra esse ano, como comprar um carro, conseguir um trabalho que eu goste e que ganhe bem (essa meta, felizmente, consegui lol), entre outras coisas. Uma dessas metas, e a principal pra mim, é dar mais atenção e prioridade ao canal e ao blog, alavancar tanto a qualidade quanto o reconhecimento de ambos, pois sim, reconhecemos que 2014 foi um dos piores anos pro blog, com pouca frequência de postagens, muitas creepypastas dos fãs que acabaram desgastando bastante, e a falta de mudanças, devido ao fato de ter sido um ano complicado não só pra mim, mas pra todos os integrantes do blog. Pois bem, já conversei com a Divina sobre isso, e estaremos já começando a trabalhar nisso nesse começo de ano, pois escutem o que eu digo: 2015 vai ser o ano em que vamos arregaçar!

Entre as mudanças do CPBr, estão:

- Nova cara e layout do CPBr, para dar uma "refrescada" no blog;
- Novos tradutores para ajudar na frequência de postagens (nossa intenção é voltar a postar diariamente, diversas por dia);
- Mais métodos de divulgação e melhor interação com vocês, com destaque a atenção também ao feedback de todos (para que isso ocorra com mais facilidade e profissionalidade, estaremos deixando nossos facebook's SOMENTE para fins pessoais, então se você acompanha nosso trabalho e quer passar dicas, sugestões ou somente trocar uma ideia conosco, pode nos contatar pelas fanpages do blog e do canal, respectivamente);
- Playlist de musicas totalmente renovado;
- Creepypastas foderosas e aterrorizantes, daquelas que te deixaram com medo de passar pelo corredor pra ir ao banheiro de madrugada.

Gostaram? Esperamos que sim! Agora, vamos às novidades pro canal:

- Novas séries macabras, que tem tudo e mais um pouco a ver com o blog, fazendo com que ambos se intercalem mais (sem spoilers, mas temos certeza que vocês irão adorar!);
- A primeira temporada do ARQUIVO CP continuará firme e forte, dessa vez será lançado com mais frequência, agora que eu e os outros editores, Beluga e Argentino, conseguimos nos organizar melhor. Já temos diversos episódios gravados e estamos trabalhando na edição desde já;
- Diferente programa de edição, fazendo com que os videos tenham uma qualidade melhorada, em quesito de estética de edição e resolução;

Por ultimo, tenho só mais uma coisinha a abordar, também sobre o canal... Muitas pessoas especularam nos comentários do último Creepy Video que esse era o ultimo episódio da série, ou até mesmo do canal. Pois bem, estou aqui pra dar algumas satisfações a respeito do caso, pois não acho legal deixar vocês que acompanham tudo no escuro.

Sim, os Creepy Videos e os Maldições e Reações estão se despedindo... Por enquanto. Fiquem tranquilos que nunca descartaremos a possibilidade de voltar a grava-los, mais pra frente, caso as coisas se acertem pra todo mundo, mas isso ocorreu devido a uma série de fatores. Um deles foi que com a quantidade de problemas que estavam ocorrendo no ano de 2014, acabou que isso foi desanimando um pouco a gente, pois estava sendo mais por obrigação do que por diversão, e acho que quando passa a ser por isso, simplesmente você não está fazendo videos pela razão correta.

"Okay então, vamos dar um tempinho, depois voltaremos com tudo", foi o que pensamos. Decidimos dar foco total ao Arquivo CP durante o tempo, e ir subindo os Creepy Videos já gravados aos poucos. 

Porém, dentro desse tempo, começaram a ocorrer muitas merdas, e isso em especifico eu vou deixar em off, pra preservar todo mundo, pois ai é algo pessoal demais para expor aqui. Só digo o seguinte: Quase todos nós de toda a equipe recém criada fizemos merdas ao decorrer de toda essa jornada, porém, duas pessoas fizeram uma merda tão feiaem especifico que nos custou um integrante, e não será possível gravar esse tipo de videos sem ele.

Por essa razão, vamos dar continuidade ao Arquivo CP (cujo tem o potencial de virar algo grandioso dentro do Youtube futuramente, já que o pessoal aparentemente adorou e deu criticas e feedbacks super construtivos para os episódios futuros), começar séries novas, diferentes do que você já viu e que tem tudo a ver com Creepypastas, com diferenciais a mais. Não posso revelar mais, porém ainda em Janeiro, vocês verão do que estou falando. E temos certeza de que vocês vão adorar.

Pois é, como podem ter visto... Não foi um ano nada fácil, e por essa razão, vamos começar esse ano com tudo. E meu conselho é que vocês façam o mesmo: Corram atrás de seus sonhos, suas metas. Lutem por isso então deixem pra depois, e o mais importante, valorizem as pessoas que estão do seu lado, especialmente sua família e seus melhores amigos, pois isso não se troca por nada nesse mundo... Nada.

É isso ai galera, vamô que vamô, e que 2015 seja do caralho pra todos nós!

Grande abraço, até a próxima, and Keep Creepying!!!

Creeper da Semana: Raíssa Bastos


Idade: 12 Anos

Estado: São Paulo

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas: Logo depois de descobrir o que eram CreepyPastas (eu já havia lido uma, a do episódio perdido de Hora de Aventura), procurei rapidamente uma sobre My Little Pony, e encontrei, no blog da CreepyPasta Brasil, o Creepy Video do Luna Game, e conheci o Alex, Gabriel e Maurício, e, acredite, fiquei realmente muito fã deles, a ponto de criar uma conta no Gmail chamada “Pôneis do Alex, Maurício e Gabriel”. Por culpa de VOCÊS, eu virei brony ^^

(Creeper de Semana - 05/01/2015 à 11/01/2015)

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29 de dez de 2014

Rosto de boneca

Eu estava ali

Apenas esperando

Observando

Eu sei que ele voltará, eu sei. Não posso comer ou dormir, fico apenas observando o maldito buraco na parede. No inicio ele era apenas um pequeno buraco, e com o tempo ele começou a aumentar. Tentei tampa-lo; mas acabei tornando-o maior. Eu acho que ele sabe que o estou esperando, é por isso que ele decidiu morar em minha parede.

Tentei atrai-lo com comida, camundongos, hamsters, até um porquinho; nada funcionou. Meu deus! Eu tenho que vê-lo outra vez! Apenas para superar meus medos. Eu quero encarar seus olhos negros e sem vida, talvez descobrir o que ele quer de mim. Acho que na primeira vez que eu o vi, bem rapidamente, foi o momento em que minha vida foi arruinada.

 -

Eram 3:29 a.m, eu estava sozinho em casa, e tinha acabado de descansar a cabeça no travesseiro quando ouvi um barulho terrível. Me levantei e olhei por todos os cantos do quarto, mas não consegui enxergar nada naquela escuridão. Peguei minha câmera e comecei a tirar fotos com o flash ativado, assim como naquele filme, Jogos Mortais, e comecei a procurar a origem do barulho. Eu deveria ter pensando em algo melhor, os flashes apenas me cegavam. Decidi largar a câmera.

Fui para a cozinha, tateando no escuro. Percebi que a porta da geladeira estava aberta, o que era realmente estranho, sendo que eu nem tinha aberto a geladeira naquela noite. Quando finalmente consegui ligar as luzes, eu vi a estranha criatura em um canto da cozinha, era quase da mesma altura da minha mesinha de café.

Me aproximei dele e por um momento pensei que meus olhos estavam me pregando um truque, mas eu podia jurar que ele tinha se movimentado tão rápido, que em menos de um segundo já não estava mais ali. Tentei correr de volta para o meu quarto, mas acabei batendo o pé na porcaria de uma cadeira. Eu caí, e fiquei petrificado ali no chão quando percebi que algo bafejava em meu pescoço.

“Era um sonho, tinha que ser um sonho, não poderia ser real...” Rolei lentamente para o lado, e me deparei com um terrível rosto branco, bastante semelhante ao rosto de uma boneca de porcelana. Foi nesse momento que reagi e me joguei para o canto mais distante, para observar aquela coisa... entrando em meu quarto.

-

A visão daquela coisa é algo impossível de esquecer, e foi assim que acabei ficando com essa terrível obsessão, sentado em frente ao buraco na parede, esperando... Agarrado à minha câmera, tentando não cair no sono, dividido entre o medo de ser atacado e a incontrolável vontade de revê-lo.

Talvez eu esteja louco? É, pode ser que sim, talvez esteja ficando louco pela falta de comida e descanso. Talvez eu devesse dor-

NÃO! Não posso cair nesse truque! Tentar me fazer dormir para vir e me matar sem que eu o veja! Isso não vai acontecer comigo. Sou muito esperto para cair nesse truque. Dias... Droga! Não durmo há dias!

Eu posso ouvi-lo me chamando…

Meu Deus…

Onde estou? Essa não é a minha casa! Eu devo ter dormido. Esse som... eu já o ouvi... não! Não posso morrer! Não agora! Eu o sinto em minha mente, ele QUER que eu o veja, que eu tire uma foto. A minha câmera... ele a jogou para mim...

O que faço? Devo vê-lo? A vontade é esmagadora...vou morrer mesmo... eu preciso vê-lo-


• Click*


OH MEU DEUS! MAS QUE DRO-


White doll face

24 de dez de 2014

Pura maldade

Ahh, o Natal. Um dos momentos mais aguardados do ano, e o momento perfeito para concluir o meu plano. Tem que ser assim, pois afinal, todos querem alguma coisa.

Eu já o estava perseguindo desde o mês passado; era apenas um cara comum, vivendo uma vida simples com sua família, em uma rua pacata. Ele era o próximo. Ele não saberia os motivos por ser o próximo, mas no fim ele entenderia.

Tudo morre um dia. Eu apenas adiantaria o processo para ele.

Vestido como o bom velhinho, em um vermelho brilhante, assim como meu cabelo, agarrei a ferramenta perfeita para o serviço. Meus olhos verdes cheios de determinação, com sede de sangue. Meu rosto distorcido em uma máscara de malícia.

Atravessei alguns quintais, seguindo em direção aos fundos da casa do meu alvo. Os cães sentiam a minha presença, e uivavam para o céu estrelado. Era como musica para meus ouvidos. Se também houvesse alguns gritos de dor, séria uma sinfonia perfeita.

Abri lentamente as janelas do fundo. Um som agitado preenchia o ar. Parecia a trilha sonora de algum filme de ação. Isso apenas facilitou a minha silenciosa entrada.

Escondido nas sombras, observei, enquanto o meu alvo digitava algo em um notebook, acompanhado pela música alta que saia de duas caixas de som ligadas ao aparelho. Eu sabia que ele estava sozinho, vi a sua família sair para comprar algo que faltava para a ceia.

Assim que ele acabou de digitar (o que demorou um pouco, devo admitir), ele recostou-se para descansar na cadeira, fechando os olhos e jogando a cabeça para trás.

Me aproximei mais um pouco dele.

Não houve muito tempo para que ele pudesse reagir quando percebeu o meu movimento. Assim que ele abriu os olhos e virou-se para mim, foi imediatamente recebido com um taco de golfe bem no meio do rosto, caindo da cadeira com um grande barulho. Um nariz quebrado e um grande corte tomava o lado direito do seu rosto; seus lábios escorrendo sangue quando um dente se partiu e caiu no chão. A trilha sonora continuava a preencher o ar, com um toque agitado de ação bastante irônico para aquele momento.

“Esse é um momento de felicidade, SORRIA!”. Gritei, explodindo de excitação.

Abri um largo sorriso e até comecei a cantarolar seguindo o som, batendo o taco de metal frio na palma da minha mão. Levantei o taco mirando mais uma vez em seu nariz. Instintivamente, ele ergueu um braço para bloquear o taco, gritando pateticamente enquanto recebia o impacto.

“O que você quer?” ele gritava com a voz engasgada, cuspindo sangue e pedaços de dente. Essa era a pergunta que eu realmente esperava. Levantando o taco outra vez, percebi a fina linha de sangue que o cobria. Tentei controlar toda a felicidade e excitação em minha voz, para responder de forma bastante clara:

“Eu quero que poste Creepypastas com mais frequência, seu desgraçado!”

Com rápidos movimentos, o taco desceu mais duas vezes. Primeiro ele gritou, e depois pôde apenas soltar um leve gemido. Deitado em uma poça do próprio sangue, ele dava o último suspiro.

Sorri um pouco mais ao observa-lo daquele jeito. Olhei para a grande árvore de natal em sua sala, e me perguntei se a árvore ficaria melhor se eu pusesse alguns pedaços dele pendurados como enfeites. Talvez pendurasse seus intestinos ao redor da árvore, e pendurasse sua cabeça bem no topo. Seria algo perfeito!

Porém, havia algo que eu deveria fazer antes.

Acessei o blog no qual ele costumava postar, e utilizei a conta dele para digitar tudo isto para vocês que gostam de creepypastas. Sim, eu sei quem são vocês. Acham que não conheço todos que comentam por aqui? Ou aqueles fanáticos por creepys, assim como eu?

Eu destruo amizades e espalho a tristeza. Sou o amante do medo, devorador de almas. Eu tornarei o mundo das creepypastas uma realidade. EU sou a pura maldade.

EU so

Ele se mexeu!

Parece que ainda está vivo. A família dele já deve estar chegando. Devo acabar logo com isso.

Agora, se me derem licença, tenho uma creepy para terminar…

22 de dez de 2014

O caso do Assassino da Teia


Tudo começou há 3 meses, vítimas foram encontradas sem sangue e enroladas em um tipo de seda. Pareciam insetos mortos por uma aranha. Logo começaram a chamar o caso de “Assassino da teia”. Até o momento, 12 se tornaram vitimas desse assassino desconhecido. Não havia vestígios ou provas de quem seria esse assassino, alguns acreditavam que as vítimas foram parte de algum ritual satanista. O caso já estava para ser arquivado, até que um dia, uma mulher que caminhava em um parque, ouviu algo, parecia o som de alguma coisa sendo arrastada, ela gritou, perguntando se alguém precisava de ajuda e não houve resposta, nem mesmo havia pássaros cantando. Ela ficou preocupada e decidiu verificar o que estava acontecendo, já que alguém poderia estar ferido e não pudesse falar.

Ela começou a procurar por toda a área ao redor, sem sucesso. Ela continuou procurando por mais alguns minutos e logo decidiu descansar embaixo de uma grande árvore. Por alguma estranha razão, algo lhe disse para olhar para cima, e o que ela viu parecia algo de um filme de terror. Havia um corpo pendurado no que parecia seda, e para sua surpresa, a pessoa ainda estava viva. As autoridades foram chamadas, e levaram a vítima para o hospital, ela poderia ser muito útil para ajudar a encontrar o assassino, assim ela acordasse.

No dia seguinte encontraram outra vítima, pendurada em um passarela em uma rua isolada. Era a vítima número 13, e assim decidiram me chamar. Meu nome é Alex, sou especialista em casos ligados a rituais satanistas e ao paranormal. Eu li os relatórios do caso e decidi revisitar cada área onde as vítimas foram encontradas, caso os investigadores da polícia tivessem deixado passar algo. Cheguei á primeira área. Não havia sangue ou fios de cabelo... tudo o que vi foi um cão fugindo assustado e de orelha baixa. Mas isso não importava, não poderia perder tempo com besteiras.

Segui para a próxima área, e como antes, não encontrei nada de importante. Eu já estava prestes a seguir para o próximo local quando vi algo movendo-se em um canto, era um cão, parecia exatamente o mesmo que eu tinha visto antes, porém, apenas a sua cabeça estava visível, enquanto o resto do corpo estava oculto pela escuridão da área. Ele tinha lindos olhos azuis, pensei que ele estivesse me seguindo, achando que eu talvez pudesse lhe dar algo para comer, o que eu não tinha no momento. Encontrei um hambúrguer meio comido em uma lixeira, e o joguei para o cão, em seguida parti para o próximo local.

Eu estava nas docas, e o cheiro de peixe já estava quase me fazendo vomitar. Caminhei pelo apertado beco onde o corpo foi encontrado, olhando por todos os cantos, até que captei algo. Era um pequeno tufo de cabelo negro, e já que cabelo da vítima era tingido de rosa, naquele momento pensei que o tufo de cabelo só poderia ser do assassino. Eu o coletei e continuei a minha procura, não encontrando nada mais importante. Por um momento, naquele beco apertado, me senti observado. Olhei ao redor, procurando por meu perseguidor e o encontrei; escondido nas sombras, estava um cão.

Era o mesmo de antes, ele estava apenas me observando, sem se mover ou mesmo piscar. Ele já estava me assustando.

Meu celular tocou e eu quase enfartei, era o Jeff, eu havia deixado a amostra de cabelo com ele, ele reportou que não era cabelo humano, eram pelos de aranha, e foi nesse momento que a minha ficha caiu; as vítimas estavam sem sangue, amarradas com fios de seda, e todas estavam penduradas em algum lugar. Realmente parecia obra de uma aranha, mas as suspeitas eram de um serial killer fanático por aranhas, e não uma grande aranha assassina. Uma aranha não poderia fazer um estrago desses. Talvez um experimento do governo? Não seria a primeira vez que algo assim acontece. Captei algo em minha visão periférica, era o cão de alhos azuis, ainda me encarando. Sai do beco e entrei em meu carro, pensei que talvez pudesse encontrar algo no próximo local.

Entrei no abatedouro abandonado, o local do quarto assassinato, o abatedouro já possuia um histórico ruim, um louco que costumava matar suas vítimas e come-las naquele local. Ele nunca foi capturado nem identificado, anos depois até fizeram um filme sobre isso. Às vezes algumas crianças se desafiam a entrar no abatedouro, ou alguns fanáticos invadem tentando encontrar fantasmas. O cheiro de mofo batia em meu rosto, me sufocando enquanto andava pela área onde o corpo foi encontrado. Segundo o relatório, a vítima estava pendurada no cano de metal, que naquele momento estava bem acima de mim, se o cano no tivesse quebrado, o corpo jamais seria encontrado. Não havia como alguém ter pendurado um corpo tão pesado naquela altura. Uma pessoa não poderia fazer algo assim sozinha. Isso parecia justificar a teoria da aranha gigante.

Ouvi algo se movendo. Sem uma arma no momento, resolvi usar um dos canos que estavam caídos no chão. Seria o assassino? O local era grande e perfeito como um esconderijo. Comecei a caminhar lentamente, e bastante atento a todos os movimentos ao meu redor. Encontrei algumas portas, estavam enferrujadas e travadas. Enquanto me virava para tentar encontra outras portas, algo me assustou, me fazendo pular para trás. Era apenas um cão, o mesmo que esteve me seguindo o dia todo, aquele pestinha assustador, como sempre, eu só conseguia ver a sua cabeça, o resto estava escondido no escuro. O cão parecia estar em um local mais alto, pensei que estivesse em algum andar acima de onde eu estava e que não consegui enxergar no escuro, talvez tivesse alguma escada por trás das portas enferrujadas que não consegui abrir. E se fosse isso mesmo, como o cão chegou lá?

O meu celular tocou, era o Jeff outra vez, ele me avisou que a garota tinha acordado e descrito o atacante, a policia não acreditou quando ela disse que o atacante não era humano, era uma criatura muito grande e que parecia uma aranha. Ela completou, dizendo que a criatura possuía um tipo de segunda cabeça no abdômen, uma cabeça que se assemelhava à de um cão, de orelhas baixas e olhos azuis...

Ouvi algo caindo atrás de mim, eu não conseguia me mover, não conseguia falar ou gritar, estava sem saída...

Naquele momento, percebi que o assassino já estava me observando o tempo todo...




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desculpem a demora galera, ficamos um pouco atolados com trabalho\estudos, mas agora as coisas já estão se normalizando!   :)

Creeper da Semana: Paulo Henrique do Nascimento


Idade: 17 Anos

Estado: Minas Gerais

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas: Eu sempre gostei de creepypastas que envolvem estorias e hack roms de terror sobre jogos como pokemon, tambem gosto muito de creepypastas de episodios perdidos principalmente quando envolvem dragon ball z. Quando eu estava procurando uma hack rom de terror do pokemon eu encontrei uma historia sobre pokemon black version justamente aqui no Creepypasta Brasil, e foi assim entao que eu conheci o CPBr.

(Creeper de Semana - 22/12/2014 à 28/12/2014)

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16 de dez de 2014

Creeper da Semana: Amanda Santos


Idade: 18 Anos

Estado: São Paulo

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas: A primeira creepypasta que conheci foi a do Slenderman, com aquele "falso documentário", desde então comecei a pesquisar mais sobre o assunto e a assistir Marble Hornets e outras webséries sobre creepypasta. Fuçando em muitos sites e fóruns por aí encontrei este blog, do qual provavelmente já li a maioria dos artigos.

(Creeper de Semana - 15/12/2014 à 21/12/2014)

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