22/04/2014

Creeper da Semana: Gabrielly Courty Corrêa


Idade: 14 anos

Estado: Minas Gerais

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas: Desde pequena sempre gostei muito de ouvir e ver coisas relacionadas ao paranormal. Tanto que quando meu pai assistia um filme de terror, eu sempre pegava um balde de pipoca e ia assistir junto. Na época do orkut, todos os dias eu entrava em uma comunidade cheia de histórias de terror. Com a despopularização do site, fui procurar mais dessas histórias, que descobri se chamarem creepypastas. O CPBr foi um dos primeiros blogs que achei "googlando", e achei as creepys muito legais. Virei fã e já li todas as creepys, acesso o blog todos os dias!

(Creeper de Semana - 21/04/2014 à 27/04/2014)

Quer se tornar o próximo Creeper da Semana? Clique aqui e saiba como!

Central de atendimento ao cliente

Esse é um prólogo para a creepypasta familyvacations1.com 

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Registro de chamada 05/05/2003 

Serviço: Alô, aqui é a central de atendimento ao cliente do Family Vacations! Em que posso ajuda-lo?

Cliente: É o seguinte. Pedi que mandassem um representante que pudesse nos informar sobre os seus resorts e presos e... quando cheguei em casa ele já tinha entrado e estava remexendo nas coisas em minha mala. Perguntei o que ele estava fazendo e ele disse que estava apenas checando se havia algum...er... contrabando. Eu só quero saber se esse procedimento é realmente parte do serviço.

Serviço: Bom senhora, isso… na verdade é realmente parte do serviço. Desculpe-me por inconveniências. Tentamos tratar os nossos clientes com o máximo de respeito. Essas checagens infelizmente são ordens federais. Perdoe-nos se invadimos a sua privacidade.

Cliente: Bom… esta tudo bem, eu acho. Obrigada pela informação.

Fim da chamada.

Registro de chamada 12/06/2003

Serviço: Alô, Central de atendimento ao cliente do Family Vacations! Em que posso ajuda-lo?

Cliente: Já estou furioso com essa sua droga de serviço! Primeiro o representante, ou seja lá quem for, não aparece na hora marcada. Então ele aparece de repente parecendo transtornado, esbarrando nas coisas em minha casa, dizendo que não estou limpo o suficiente e mais um monte de besteiras. E ele teve a audácia de chutar a minha perna!

Serviço: Senhor, sentimos muito -

Cliente: Sentem? Ah, você não sabe o que está dizendo! Considere você e sua maldita companhia processados. Tenha um péssimo dia, seu babaca!

Fim da chamada

Registro de chamada 16/08/2003

Serviço: Alô, Central de atendimento ao cliente do Family Vacations! Em que posso ajuda-lo?

? : ...

Serviço: Alô?

? : Eles não estão limpos…

Serviço:… Wilson! Pela última vez; Você não trabalha mais aqui. Agora pare de assustar os clientes!

Fim da chamada

Registro de chamada 04/06/2004 6:18 P.M

Serviço: Alô, Central de atendimento ao cliente do Family Vacations! Em que posso ajuda-lo?

?? : George, ele ainda tá por ai.

Serviço: O quê você disse Frank? Quem está aqui?

?? : Você sabe exatamente quem.

Serviço: Tá falando sério? Eu mandei aquele cretino esquisito ir embora há meses.

?? : Cara, eu o encontrei no contêiner de lixo quando fui levar o lixo para fora. Ele fugiu, mas não acho que ele vai ficar longe por muito tempo.

Serviço: Ok. Vou falar com os lerdos da administração e ver se dessa vez eles fazem alguma coisa.

?? : É cara, boa sorte.

Serviço: Valeu, trabalhar à noite é ótimo.

?? : É, se você gosta da solidão e depressão desse lugar quando está vazio.

Serviço: É isso ai cara, tchau.

Fim da chamada

Registro de chamada 04/06/2004 7:03 P.M

Serviço: Alô, Central de atendimento ao cliente do Family Vacations! Em que posso ajuda-lo?

??? : …olhe no armario George…

Serviço: … O quê? Quem é… AAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH

??? : AHHHHHHhhhhhhhLIMPOOOOOOAAAAAAAHHHHHHHH

Fim da chamada

Registro de chamada 04/06/2004 8:28 P.M

Serviço: Alô, Central de atendimento ao cliente do Family Vacations! Em que posso ajuda-lo?

Cliente: Olá, poderiam mandar um representante amanhã pela manhã?

Serviço: Claro, claro. Já temos o seu endereço?

Cliente: Ah não, acho que ainda tenho que me cadastrar.

Serviço: Ótimo! Cadastre-se agora mesmo!

Cliente: Obrigada!

Serviço: Por nada senhora. Eu que devo agradecer e lembra-lhe que amanhã o representante estará ai para limpar e acabar com todas as suas dúvidas...

Fim da chamada

20/04/2014

A melancolia de Herbert Solomon

Olá, creepers! Mais uma vez tenho o prazer de trazer para cá um conto do Michael Whitehouse (autor de "Na Colina" e "Hora de Dormir"). Como esse conto não é tão grande quanto os outros, não vou poder fazer em estilo de série com dez partes, mas vou fazer um "mini-série" com 3 partes.
Espero que gostem!


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Em várias ocasiões, meu interesse pelo sobrenatural me levou a alguns dos lugares de estudos mais prestigiados de todo o Reino Unido. Dos veneráveis corredores de Oxford e Cambridge, até os arredores de faculdades e escolas mais humildes, minha busca por evidencias para comprovar tais afirmações raramente foram frutíferas. Entretanto, enquanto explorando a Universidade de St. Andrew, na Escócia, encontrei um exemplar escondido em um canto escuro e mofado da biblioteca do campus.

O livro em si era incomum, sua capa encadernada em couro enegrecido e desgastado tinha rugas e rachaduras do tempo. Era datado do século 16, e parecia conter várias descrições e relatos do cotidiano do povo de Ettrick; uma pequena cidade isolada construída em uma área deca do sul do país.

Folheando o volume, vi que tinha uma variedade de autores. Parecia ter sido passado de mão de ancião à ancião durante a época  e, para ser franco, continha reflexões ociosas sobre os habitantes da cidade e planos para uma série de projeto de construção e melhorias.

Quando estava prestes a concluir que aquele livro era de meu interesse, notei que na contracapa frontal alguém tinha feito um desenho. Estava retratado com elegância, mas nunca descreveria como uma visão agradável, na verdade fiquei enojado quando vi pela primeira vez.
A combinação das linhas grossas e negras quase como se fossem raivosas, e a forma dramática que o artista tinha transmitido me deixou com uma impressão bem desagradável sobre o assunto. Estremeci enquanto colocava meus olhos na imagem na tentativa de entender o que parecia ser o desenho de um homem alto com pernas e braços longos e magros. Parte do rosto estava escondido por sua mão branca e pálida, mas o que dava para ver era monstruoso. Veias proeminentes saltavam de sua testa e subiam até sua cabeça careca, os olhos estavam afundados em seu crânio e as árvores da floresta que o cercava pareciam torcidas e se afastando dele com medo.

No começo eu achei que algum aluno da faculdade tinha feito aquela rasura no livro, mas então na parte de baixo no desenho estava a data "1578" e um nome um tanto incomum: "Herbert Solomon". Ou esse nome era da criatura que estava retratada na figura ou então do artista, eu não fazia ideia.

Mesmo perturbado com a cena, decidi que aquele livro precisava ser estudado mais profundamente. Eu desejava saber o que era aquela criatura e o porque de alguém ter se sentido abrigado a desenhá-lo; um desenho na contracapa de um livro que era usado para registrar a vida dos habitantes daquela cidade. Mais a frente, quando inspecionava o livro com mais afinco, descobri que o desenho também tinha sido reproduzido em outras páginas, as aparentemente por outros artistas.

Dentro do livro descobri numerosas citações sobre Herbert Solomon, e ficou claro que o homem magro retratado no desenho era de fato ele. Ele vivia nos arredores da cidade de Ettrick no século 16. Ela um local pequeno e pouco desenvolvido, cercado por todos os lados pela floresta de Ettrick, que ficava na vasta região seca do sul.

A cidade tinha uma igreja paroquial que contava com uma humilde torre, e uma pousada que normalmente era usada por viajantes que gostavam de passar pelo pitoresco interior e ruas que abriam caminho entre as casas de pedra e a prefeitura.

De acordo com a descrição no livro, durante o mês de Dezembro de 1577, crianças começaram a desaparecer da cidade. A primeira foi uma menina com o nome de Alana Sutherland. Ela estava brincando com alguns amigos perto de um velho poço nos arredores da cidade, quando deixou cair por acidente uma boneca de pano lá dentro, o que a deixou muito agoniada. Sem conseguir recuperar a boneca, ela voltou para casa e pegou um tanto de linha e um anzol para tentar "pescar" a boneca da água no poço. A última vez que ela foi vista foi em um fim de tarde e estava indo tentar recuperar seu brinquedo.

Em pânico, os moradores começaram a procurar pela criança, dentro do poço, nos campos de centeio e até enviaram alguns grupos para a floresta e arredores. Infelizmente, a menina nunca foi encontrada.

Alguns dias depois, um menino chamado Erik Kennedy estava andando pela cidade para dar um recado de sua avó para outra moradora. Estava escuro, mas ele tinha apenas que levar um pouco de lã como agradecimento aos grãos que a família tinha recebido, e a casa ficava apenas algumas ruas da dele. Era presumido que o centro da cidade era seguro, mas o menino nunca chegou ao seu destino. Ele desapareceu, como se tivesse sido arrancado de sua própria existência.

No final de Janeiro um inverno amargo causou danos significativos para a cidade e seu povo. Quantidades absurdas de neve cobriam as casas e tudo no lugar. Muitas pessoas morreram por causa do frio, e o estado geral de Ettrick era sombrio.

Apesar dos tempos difíceis, os moradores estavam mais preocupados com a segurança de seus filhos. No total, sete crianças tinham desaparecido, assim, sem pé nem cabeça. Várias famílias estavam desesperadas e o povo de Ettrick começou a ver a situação com um olhar mais suspeito. Eles sabiam a verdade; alguém estava roubando suas crianças.

Na metade de fevereiro mais duas crianças tinham sumido e olhares acusadores estavam sendo distribuídos entre os familiares e moradores da cidade. O ancião da cidade então decidiu agir, e tomou para si a árdua tarefa de identificar a capturar o monstro.

Discussões burocráticas foram feitas, grupos religiosos convocados, e em cada casa, cada rua, cada canto de Ettrick apenas um nome saia dos lábios dos habitantes: "Herbert Solomon". Quanto mais seu nome era dito, mais certa era sua culpa.

Herbert Solomon era um estrangeiro. Ele morava em uma pequena cabana de madeira dentro da floresta que cercava a cidade, e devido sua aparência, ele tendia a evitar o contato com outros seres humanos. Qual era sua doença ninguém sabia, mas nos tempos não iluminados do século 16 na Escócia, muitos acreditavam que ele era amaldiçoado.

Olhos modernos teriam adivinhado de primeira que ele era vitima de uma doença debilitante. Ele raramente se aventurava ir na cidade, exceto quando precisava trocar suprimentos e quando ia, cobria seu rosto com um enorme chapéu marrom e pedaços cinzas de pano, os quais obscureciam suas feições.  

Muitos moradores contavam histórias sobre Herbert Solomon, e de acordo com estas histórias ele ficava na borda da floresta observando os agricultores e seus filhos brincando nos campos. Era a fascinação dele com as crianças que deixava as pessoas desconfortáveis. Em certas ocasiões algumas crianças voltaram da floresta com brinquedos muito bem feitos, talhados em madeira. Eram presentes de Herbert Solomon e, sendo crianças, elas não sabiam o perigo dele.

Quando as crianças começaram a desaparecer, imediatamente os olhos se viraram para aquele homem estranho que vivia na floresta. Acusações foram fortalecidas pelos sussurros dos pais temerosos, e os sussurros cresceram em quantidade e então em volume, até que foi decidido que Herbert Solomon tinha que ser parado.

Em uma noite fria de Fevereiro os anciões da cidade decretaram que ele deveria ser preso imediatamente. Mágoa, raiva e ressentimento crescia como uma febre na população e com isso começaram a entrar na floresta para caçar o assassino de crianças.


Detalhes exatos sobre o que ocorreu naquela noite são muito limitados, mas parece que o povo de Ettrick tentou remover Herbert de sua pequena cabana ateando fogo nela. A plateia comemorou ao ver as chamas crescendo. Os gritos dele ecoaram pela floresta para finalmente ser silenciado pelo incêndio. 

[CONTINUA...]

19/04/2014

7 - O guardião do caminho

Em qualquer cidade, em qualquer país, vá a qualquer hospício ou casa de recuperação a que você possa ter acesso. Uma vez na recepção, peça para visitar aquele que se chama "O guardião do caminho". O empregado vai fazer seu melhor pra manter uma expressão de completa indiferença enquanto lhe entrega uma chave que, conforme ele explicará, abre a porta de um almoxarifado sem uso. Ah, se fosse só isso. Ao encontrar e abrir a porta certa, você vai ver, à sua frente, uma estrada estreita e cheia de curvas, suspensa sobre um enorme vazio, a vista sendo apenas ocasionalmente obstruída pelos maciços contornos de coisas que é melhor não serem descritas.

Cair dessa estrada equivale a sumir da própria realidade para sempre. Uma eternidade de tormenta e horror inconcebíveis aguarda aquele que cair da estrada, ou que for arrastado para fora dela pelos monstros que vivem na perifeira do universo. Se você sentir que está sendo observado enquanto atravessa esse lugar de esquecimento, a melhor chance que você tem é parar exatamente onde está e prender sua respiração. Continue fazendo isso até que seu observador perca o interesse ou comece a se mover para lhe pegar. Se a última opção ocorrer, sinta-se livre para gritar tão alto quanto possa e queira, embora você deva saber que seus gritos serão ignorados.

No fim da estrada há uma porta que leva para uma pequena e empoeirada sala. Escorado na parede do lado oposto, há um cadáver extremamente magro e decomposto; o que restou de sua pele está completamente necrosado. Aproxime-se do cadáver e pergunte: "Como eles conseguiram guardiões?"

Em resposta à sua pergunta, o "cadáver" irá se agitar. Um brilho vermelho bastante sutil aparecerá nas caixas de seus olhos conforme ele levanta sua cabeça e começa a sussurrar a longa e macabra história dos guardiões. Irá falar de pactos profanos e atrocidades indizíveis. Após algum tempo, sua história irá atingir todas as formas do mal conhecidas pelo homem ou mesmo por Deus, e algumas formas que nem um nem o outro conhecem. Após isso, se você falar o nome de qualquer guardião, o "cadáver" irá falar a história do guardião e o significado do objeto que ele protege.

Bem, na verdade, quase qualquer guardião. O guardião do caminho não irá falar coisa alguma sobre si mesmo. Isso é porque ele torce para que você não pergunte por que ele não carrega um objeto. A verdade é que o brilho vermelho que vem de seus olhos é o brilho do objeto, que foi, de algum jeito, selado dentro de seu crânio.

Esse é o objeto 7 de 538. Seu guardião fará de tudo para mantê-lo longe de você.
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Série dos Guardiões

18/04/2014

Diário de Jane Trite

Achado: Um (1) diário, condição ruim.

Achado em: 20 de Dezembro de 2009.

O diário está muito danificado; a capa vermelha exterior está desgasta pelo sol e vendo. Partículas de areia foram extraídas das páginas.

As páginas do diário foram reescritas neste arquivo para seu registro oficial.


Quinta-feira, 8 de Julho de 1999
Brad acabou de me comprar um diário novo! Ah, como eu o amo!
Vamos ver, o que eu deveria escrever aqui? Meu nome é Jane Trite, tenho 23 anos e vai fazer dois anos que estou namorando Brad Robertson, neste sábado. Ele disse que tem algo grande planejado! Mal posso esperar!

Sexta-feira, 9 de Julho de 1999
Fui as comprar para o nosso aniversário de namoro. Comprar presente para Brad é tão difícil! Na maioria das vezes é fácil comprar presente para homens, porque gostam de futebol, cerveja e essas coisas. Mas Brad não. Ele é um tanto... afeminado.
Não gay, é claro, mas é um cara que sempre se abre sobre seus sentimentos. É por isso que eu amo ele.
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Ai meus Deus! Ele acabou de me contar que vai me levar para a Opera amanhã! Ainda não me contou qual peça musical iremos ver, mas isso não importa. Opera, porra!
Eu juro por Deus que ele não é gay.

Sábado, 10 de Julho de 1999
Nós nos perdemos enquanto voltávamos da Opera, e acidentalmente fomos em direção a uma estrada de chão batido cercado por uma floresta, cheia de neblina. Por sorte nós estavamos com o tanque cheio, certo?
Errado. Nosso carro empacou em certo ponto. Brad tentou tudo que podia, mas para ser honesta, mecânica não é muito a praia dele.
 Por sorte eu tinha carregado o meu celular naquela noite, certo?
Errado de novo. Área sem sinal.
Mas está tudo bem. Não vai ser a primeira vez que tenho que dormir em um carro. Nós dois estamos muito cansados, então acho que vamos para a "cama".
A propósito, a peça do O Rei Leão foi demais!

Domingo, 11 de Julho de 1999
Acordei hoje de manhã e fiquei chocada por ver nada mais do que deserto cercando o carro. Sem floresta, sem estrada, sem nada. Deus, até a estrada tinha desaparecido. Não tem nada além de areia, areia e mais areia. A areia já cobria metade dos pneus e obscurecia tudo que minha visão podia alcançar a uns 100 metros.
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Brad saiu e tentou desatolar o carro, mas sem sorte. Não tinha nada que ele pudesse fazer. A areia o atingia violentamente, então rapidamente voltou para o carro. Ele disse que até a estrada qual tínhamos usado tinha sumido. Comecei a ficar muito preocupada, mas Brad disse que tudo ficaria bem. Eu acho que acredito nele.

Segunda-feira, 12 de Julho 1999
Estou começando a ficar com muita sede. Por sorte, Brad tinha algumas garrafas d'água e alguns pacotes de salgadinho no banco de trás. Mordiscamos enquanto discutíamos sobre o que iríamos fazer.
Eu queria sair para procurar alguém, mas Brad disse que já estávamos perdidos, então logo alguém daria por nossa falta e mandaria a policia procurar por nosso carro. Acho  que ele está certo, então vamos ficar aqui mais uma noite.
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O vento parou agora, mas a areia já subiu uns quinze centímetros na porta. Juro que vi alguma coisa na distancia, mas Brad disse que devia ser só uma miragem, efeito da luz ou algo assim. Ele diz que se sairmos daqui, na melhor das circunstancias, podemos nunca mais encontrar o carro. Ele disse que se perder no deserto é extremamente fácil e que o resgate provavelmente já está próximo. Mas ele não parece tão certo disso.

Terça-feira, 13 de Julho de 1999
Depois de muito conversar, decidimos sair do carro. A areia tinha tapado tanto o nosso carro que tivemos quebrar uma janela para sair. Temos pouquíssima água e nossa comida acabou, então fomos enfrentar o deserto e... é um deserto bem esquisito.
Primeiramente, é frio. Não um frio horroroso, mas o suficiente para deixar a pele arrepiada e se alojar na sua carne. Mesmo com o sol em predominância no céu, havia pouco calor para desfrutar.
Também tem um cheiro muito estranho no ar. Não é forte, mas como o frio, começa a tomar conta de você. Parece cheiro de fogos de artifício, mas também poderia ser carne apodrecida. Não tenho certeza. Nunca estive no deserto antes, então talvez seja só o cheiro normal daqui.
Andamos o dia todo em direção a coisa que eu tinha visto no horizonte. Tirei meu sapato de salto alto em algum momento depois de duas horas de caminhada, o que foi uma péssima ideia. A areia é fria como metal, e meus dedos começaram a ficar entorpecidos. Brad me deus os sapatos dele quando eu disse que estava sentindo muito frio. De qualquer forma eu mereço os sapatos, pois foi ele que fez a gente se perder.
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Depois de várias horas andando, não parecíamos nem um pouco perto da estrutura; parecíamos estar tão longe quando começamos a caminhar. Me sinto cansada, com fome e começando a ficar com medo de morrer nesse quinto dos infernos.

Quarta-feira, 16 de Julho de 1999
Tem alguma coisa no deserto com a gente. Eu o vejo se movimentando pelo canto do meu olho, se escondendo nas tempestades de areia; uma silhueta negra que não tem uma forma definida. Acho que está nos seguindo. Falei isso para Brad, mas ele disse que é uma alucinação causada pela fome. Ainda assim, ele pareceu bastante preocupado, e ficou olhando por cima do ombro várias vezes.
A estrutura no horizonte que estávamos indo em direção ontem simplesmente sumiu. Tipo, não tem mais nada lá. Nada de nada!!! Nada além de AREIA! Areia, e areia, e frio, e aquele cheiro de podre. Decidimos então segui o nascer do sol, ir sempre para o leste.
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O cheiro, o frio e a preocupação tomaram conta de cada centímetro do meu corpo, e me sinto enjoada. Brad tentou me confortar, mas depois que uma lufada de vento com areia entrou na minha boca eu não consegui aguentar e vomitei. Agora sinto muito mais fome e estou com uma sede sem igual. Minha garganta, meus olhos e minhas narinas estão queimando, mas ainda sim estou tremendo e entorpecida de frio.
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Achamos as ruínas de um prédio hoje. Ah, mas antes que pareça que estamos a salvo do frio e do vento com areia, não é bem assim. A ruína é feita de um cimento velho, não tem telhado e está todo destruído.Tentamos descansar nos escondendo do vento no outro lado da construção, mas o vento continuava mudando de direção, criando vórtices que iam violentamente em direção ao nossos rostos.
Decidimos dormir à alguns metros de distancia da construção. Me sinto confortável de olhar apara alguma coisa que não é areia, mesmo que não me de abrigo.

Quinta-feira, 17 de Julho de 1999
Ainda está escuro, mas o sol está nascendo. Eu me sinto cansada e, acima de tudo, com frio. Estou com uma tosse horrível e mesmo com Brad tentando me manter aquecida, sinto como se meus ossos tivessem se tornado de gelo e minha pele está irritadiça e fraca.
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Estou com muito medo. Quando acordamos, a construção tinha sumido, só sobrou um monte de areia.
Mas o que mais me assusta é que Brad mudou muito. Ele sempre foi um cara muito doce, mas agora é diferente. Quando falei sobre a coisa que estava nos seguindo, ele surtou e começou a gritar comigo. Me mandou calar a boca, falou que me odiava e que a culpa era minha de nós termos saído do carro. E então ele me bateu! Ainda sinto vontade de chorar...
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Algumas horas antes da noite cair encontramos outras construções parecidas com a de ontem, mas estas tem alturas e larguras variadas. Mesmo assim, não dá para usar de abrigo.
Bebemos nosso último gole de água ontem. De algum jeito, conseguimos nos manter com três garrafas de água por vários dias, mas agora acabou.
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Eu não ligo mais. Espero que eu não acorde amanhã. Espero que a coisa que eu ouço se mexendo pela areia perto da gente me pegue e me mate. Espero que o frio me mate. Eu só não quero mais lidar com isso.

[Traços de sangue foram encontrados nesta página]

Sexta-feira, 18 de Julho de 1999
Minha tosse está pior. Procuro conforto em Brad, mas não recebo nada. A cidade de ruínas tinha sumido quando acordamos. Continuamos a andar, mas está ficando difícil. Estou faminta, com frio e doente. Tremo incontrolavelmente, mas Brad continua sendo rude e frio comigo.
Decidimos descansar mais cedo hoje. Não estamos chegando a lugar nenhum, de qualquer forma, e toda vez que acordamos tudo que estava na nossa volta some. Decidimos guardar o pouco de forças que ainda nos resta para apenas tentar sobreviver.

Sábado, 19 de Julho de 1999
[Traços de sangue foram encontrados nesta página]
Estou tossindo sangue. Resíduos de areia e frio se incrustaram em meus pulmões,  e agora estou tossindo sangue. Tenho gosto de ferro na boca, e o cheiro esta me fazendo ter ânsia de vomito o tempo todo. Não tenho mais nada no estomago para vomitar, mas a tosse me faz convulsionar constantemente.
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Não andamos para lugar nenhum hoje. Meus pés estão entorpecidos de mais para andar, de qualquer forma. Nada mais faz sentido.

 [Respingos menores de sangue foram encontrados aqui. A caligrafia fica cada vez mais ilegível a partir deste ponto]

Domingo, 20 de Julho de 1999
Eu os ouvi. Sussurrando. As vezes até os vejo por aí, nos analisando, perguntando quanto tempo ainda vamos ficar vivos. Vimos alguns prédios em ruínas na distancia. Não temos motivos para ir até lá.
A sensação de frio e fome se misturaram em um só. Mal consigo escrever isso por causa da tremedeira da minha mão. Meus pés passaram de um branco fantasma para um verde pálido. Eu sei que eles estão mortos, e eu espero ser a próxima.

Segunda-feira, 21 de Julho de 1999
Brad não tem mais calor corporal e não está mais acordando. Se eu tivesse forças, talvez eu pudesse fazer alguma coisa. Mas qual o sentido? Se ele morreu, ele é muito mais sortudo que eu.

Terça-feira, 22 de Julho de 1999
Eles estão por aí. Eu os vejo. Eles estão sussurrando para mim.

Quarta-feira, 23 de Julho de 1999
As construções se levantam e somem na areia. Sem mais sombras. Só sussurros. Sussurros, sussurros, sussurros.
Brad não está mais aqui.

Quinta-feira, 24 de Julho de 1999
Estou vendo! Luzes! Tem uma luz brilhante, não muito longe daqui. O espírito de Brad os mandou para me salvar. Eu sei disso. Eu te amo, Brad.
[Este é o último registro no diário. Grandes machas de sangue marrom seco foram encontrados na capa do diário e identificados como pertencendo a Jane Trite, assim como uma impressão digital. Os corpos de Jane assim como os de Brad nunca foram encontrados.]

17/04/2014

A tatuagem

Você acorda de ressaca depois de uma noite de muita festa e, por alguma razão, você tem uma tatuagem mal feita de uma carinha feliz no seu pé. Você leva isso como uma lição para nunca mais beber tanto.


Entretanto, no dia seguinte quando acorda, descobre que o sorrisinho agora está no seu tornozelo, e não está tão mal feita assim. Então, no dia seguinte a esse, ele está na sua batata da perna e está começando a parecer um rosto real. 

Enquanto continua a subir dia após dia, começa ficar cada vez mais realista e você começa a se perguntar o que acontecerá quando ela chegar no seu rosto. 

15/04/2014

familyvacation1.com

Esses são os relatórios recuperados do detective aposentado Davis Lombard. Esses relatórios são da época em que o detetive trabalhava no caso que agora é conhecido como “O Senhor dos Túmulos”. Pouco tempo depois de sua aposentadoria e eventual morte, a delegacia onde trabalhava foi destruída por um incêndio cuja causa é desconhecida.

Um amigo meu, que trabalha na área de casos arquivados, conseguiu esses relatórios. Eu não sei o motivo, mas ele me pediu que não os perdesse... e não deixasse que fossem pegos. Eu não sei quem poderia tentar tomar esses relatórios de mim, mas aqui estão eles. É melhor digita-los e espalha-los para que o caso não seja esquecido. (Nota: Os fatos relatados ocorreram no verão de 2004 em Richmond, Virgina.)


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04/06/2004

O caso de hoje é particularmente cruel e anormal. Uma família de 4, todos enterrados em uma cova rasa no quintal, e sem digitais. As crianças foram violentadas, estranguladas, e enterradas. Os pais também foram enterrados, com os braços e pernas quebrados. Os ossos estavam partidos em vários pedaços. Seja quem for esse miserável… é um filho da mãe doente.

27/06/2004

O assassino atacou outra vez, e agora ele foi mais ousado e brutal. Ele atacou uma casa em um condomínio fechado. Uma família de 3. Outra vez o mesmo cenário. Criança violentada, estrangulada e enterrada. Pais com braços e pernas quebrados e enterrados enquanto ainda estavam vivos.

Mas dessa vez o miserável incendiou a casa e deixou uma mensagem enrolada em um pedaço de papel na boca da mãe. Eram letras difíceis de compreender, mas depois de uma boa análise a frase “EnTerraDOs E LimPos” poderia ser lida.

17/07/2004

Tentamos chamar os federais, mas eles também não conseguiram descobrir muita coisa sobre esse louco. Ele nunca deixa fluidos ou digitais. Nunca deixa falhas.

02/08/2004

Acho que finalmente descobrimos uma conexão entre as duas famílias. Parece que ambas visitaram o site familyvacation1.com. Encontramos esse site após analisar o papel onde o filho da mãe deixou a mensagem, havia um pequeno logo do site estampado no papel.

Checamos o computador da primeira família e descobrimos que eles visitaram o site dois dias antes de serem mortos. O site oferece férias de qualidade com preços razoáveis. O site pedia um endereço, o telefone e o pagamento quando um representante fosse enviado ao endereço. Achamos que entregando o endereço de um dos nossos pontos poderíamos pegar esse tal de representante e leva-lo em custódia.

05/08/2004

Eu… por onde começo?

Hoje tentamos preparar a ‘armadilha’ para o representante, mas enquanto esperávamos no endereço marcado o telefone tocou de repente. A pessoa, ou... seja lá quem foi que estava na outra linha, falou com uma voz rouca, “Não pode me enganar” e desligou. Como ele sabia? Será que estava nos espionando?

08/08/2004

Mais casos e mais corpos estão surgindo. Não sei o que fazer. Enquanto escrevo isso sinto que estou lentamente perdendo a minha sanidade. Tudo parece tão irreal. Meu psicólogo me recomendou que tirasse uma folga. Ou talvez me aposentasse. Mesmo assim tenho que continuar de olho no caso.

28/08/2004

Visitei o site mais uma vez. Dessa vez havia um vídeo. O vídeo mostrava uma figura encapuzada andando por uma rua escura e cortava rapidamente para uma apresentação de slides mostrando fotos de famílias, algumas reconheci como as famílias que já foram mortas e outras... eram as famílias dos meus colegas oficiais incluindo... a minha. Estou escrevendo esse relatório para mostrar que o caso está indo além da Virginia ou mesmo do país.

O site tem links para outros sites associados. Sites em linguagem Russa, Francesa, Alemã, Espanhola... quem estiver lendo isso, saiba que o melhor a fazer é se afastar desses sites que pedem endereço, cartão de crédito, ou telefone, mesmo aqueles que parecem legítimos. Confiem em mim, eles não são o que parecem. Se você --------- (fim do relatório)

(O detective Lombard foi encontrado enterrado no quintal de sua casa agarrado aos relatórios. Dois dias depois todas as evidências do caso foram perdidas em um incêndio. Nada foi recuperado.)


Creepypasta original escrita por NeveRsLeePwitHme

14/04/2014

Creeper da Semana: João Pedro Elesbao


Idade: 14 anos

Estado: Santa Catarina

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas:  Uma vez eu estava vendo um post chamado "Dez Historias Clássicas de Creepypasta", e eu gostei, então resolvi ler mais e acabei encontrando o blog. Gostei tanto do Conteúdo que agora acompanho diariamente

(Creeper de Semana - 14/04/2014 à 20/04/2014)

Quer se tornar o próximo Creeper da Semana? Clique aqui e saiba como!

[CREEPY VIDEOS] Jogando Rarity Game - Chega de Pôneis!!!

Você gosta de pôneis? Tem tesão em ver a gente jogando esse tipo de jogos? Então esse vídeo é pra você!

Você odeia pôneis? Odeia quando jogamos jogos de pôneis e quer nos ver soltar os cachorros? Então esse vídeo também é pra você!

Confiram! Se gostarem, não se esqueça daquele like maroto e comentem ai embaixo o que acharam \o/


Link para download do jogo:

12/04/2014

Mais que um prédio histórico

Em algum lugar do Brooklyn, em Nova York, há um prédio de 12 andares, estreito e de arquitetura antiga. Aparenta ter sido construído em algum momento dos anos 1800, mas não há nehuma documentação de sua existência datada de antes de seu descobrimento. Ninguém sabe de onde esse prédio veio, e ninguém quer destruir ou fazer qualquer coisa com ele.

Em maio de 1902, um grupo de garotos decidiu explorar o prédio. Lá dentro, encontraram um salão em cada andar. Ao longo de todos esses salões, haviam inúmeras portas em todos os lados. Alguns tinham 31 portas; outros, 30 ou mesmo 28. Todas as portas, os salões e as escadas pareciam bastante desgastados. Por algum motivo, todas as portas tinham uma mesma etiqueta (que dizia "1902") e todas estavam destrancadas. Todos os quartos pareciam os mesmos; velhos, empoeirados, e aparentando estar a ponto de desabar. Os primeiros 5 andares eram idênticos, mas os garotos não foram capazes de explorar todo o quinto andar: eles disseram que algo os impedia, dando uma sensação horrível e praticamente imobilizando-os.

4 meses depois, todos os garotos cometeram suicídio.

Depois do incidente, cientistas locais começaram a fazer experimentos com o prédio. Eles enviaram pacientes de manicômios ao interior do prédio por algum tempo, e depois disso estudavam seus comportamentos por seis meses. Todos, exceto três, foram capazes de sair do prédio "assombrado". É dito que apenas os completamente insanos e insensíveis conseguem entrar no prédio e sair sem qualquer dano (considerando que já eram completamente insanos, mesmo).

O prédio continua no mesmo lugar, ele só não é fácil de encontrar. Um grupo de caça fantasmas encontrou o prédio em dezembro de 2008, achando que o que explicava tudo isso era a presença de fantasmas (vai entender...). Quando eles entraram no prédio, ele parecia exatamente o mesmo de 100 anos antes. Haviam apenas algumas diferenças:

1 - Todas as etiquetas continuavam ali, mas ao invés de "1902", agora todas diziam "2008"

2- Aparentemente havia um outro quarto no segundo andar: ele ainda tinha a mesma aparência de todos os outros, no entanto.

3 - Os caça fantasmas conseguiram chegar até o último andar do prédio, quando tiveram a mesma sensação descrita pelos garotos em 1902.

4 - Haviam três portas trancadas. Estas estavam:

1. No sexto andar. Porta de número 28. Sua etiqueta diz "1914" e o cheiro de morte é notável.

2. No nono andar. Porta de número 1. Sua etiqueta diz "1939" e o cheiro de morte também é notável, junto a uma suástica escavada na porta.

3. Ainda no nono andar, a porta de número 11. Sua etiqueta diz "2001", e uma fumaça pode ser vista passando por baixo da porta.

Em fevereiro de 2009, todos os caça fantasmas foram internados em um manicômio devido à comportamentos violentos e abruptos. Todos ficaram insanos.

Ninguém sabe de fato qual a força por trás desse prédio, mas se eu fosse você, eu não iria investigar pessoalmente...