01/10/2014

Trilha virtual.

Eu sei o quão ridículo isso soará.

Na quinta passada recebi um e-mail de um amigo de infância do meu país natal (Montenegro). Antes disso, tinha recebido só dois e-mails dele. Desde que eu me mudei para o Estado Unidos há dez anos atrás, nossa amizade mudou de se ver todos os dias para um "E aí" ocasional. Mas o e-mail que anexo abaixo é bem diferente dos que recebi antes. Tipo, muito.

Então, sem mais papo furado, aqui está o que recebi. Fiz o meu melhor para traduzir para o inglês (agora em português traduzido pela equipe CPBr). Mas pra ser sincero, mesmo que não o conheça bem agora, sei que não é do tipo que zoaria comigo assim do nada.
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De: *******@gmail.com
Para: ***********@yahoo.com
Assunto: Preciso que você leia isso com urgência


E aí cara! Faz tempo que não nos falamos, eu sei. Não vou nem tentar dizer que tenho estado ocupado; nós dois sabemos que a distância nos separou com o passar dos anos. E sobre isso tudo bem, sua vida é aí e a minha é aqui. Mas preciso de sua ajuda. Sei que você deve está revirando os olhos pensando que pedirei dinheiro ou para você me enviar o Iphone 6 que saiu agora a pouco... Mas quem dera eu fosse por isso que eu estivesse escrevendo.

Olha, sei que você não acredita no sobrenatural, e sabe que eu também não. Inferno, fui o primeiro a dizer que era idiotice aquela história que você escreveu sobre a Dama de Laranja. Esse tipo de coisa não acontece na vida real, e ainda acho que você inventou tudo aquilo, tanto faz. Mas algo... algo está acontecendo comigo, e ninguém me leva a sério, cara. Tipo, sério, algo está acontecendo e não sei o que fazer comigo mesmo.  

A risco de te entediar até a morte, vou contar desde o começo. Lembra como a gente sempre falava em ficar em forma, desde que éramos adolescentes? Como queríamos ter tanquinho para que as garotas gostassem mais da gente? Bem, finalmente decidi fazer algo pra isso acontecer. Pra valer, dessa vez. Dia primeiro de setembro eu parei de comer carboidrato, doces, qualquer coisa não fosse saudável e entrei em uma academia que acabou de ser aberta aqui perto de casa. Sei que vocês aí nos EUA tem as academias mais chique mas, cara, essa era tão grande e com equipamentos tão irados que não me importava em pagar mais caro. Ainda mais porque as garotas de lá eram super gostosas.

Então, comecei fazendo alguns levantamentos de peso e exercícios cardios básico. Eu via meu peso diminuindo a cada semana e isso só me motivava a continuar, sabe? Cara... Eu até me inscrevi em uma corrida de dez quilômetros. Foi aí que comecei a usar a esteira bem mais.

Agora, essas esteiras daqui são outra coisa. Tenho certeza que você está acostumado a novas tecnologias, mas para mim, esteiras com TV pessoal eram coisa de outro mundo. 
Logo, descobri que você podia pegar um caminho virtual para correr nelas. Sabe, escolhia 
nas configurações algo tipo praia, floresta, trilha, qualquer uma dessas coisas para correr, e então apareceria na tela você correndo como se estivesse fora da academia. Por algum motivo, eu sempre escolhia a praia.

Rapidamente comecei a ficar entediado com esse trajeto virtual, então comecei a escolher o trajeto floresta para mudar um pouco a rotina. O caminho era de 10Km, perfeito para meu treino. Era demais, sério. O vídeo me guiava por uma pequena estrada de chão rodeada de árvores. Era tão tranquilo que logo se tornou meu curso favorito.

Então, depois de duas semanas usando esse curso, notei uma coisa diferente. Lá pelo sexto quilômetros, vi uma senhora de vestido preto de pé no canto da trilha. Achei estranho, porque depois de 15 dias usando essa trilha, pensei que já tinha memorizado todos os detalhes do vídeo.  E a mulher parecia... fora do lugar, sabe? As únicas pessoas que apareciam no vídeo eram outros corredores ou ciclistas, talvez um pedestre ocasional, mas nunca tinha visto algo assim. Quanto mais me aproximava dela, mais ficava evidente de que ela não pertencia àquele lugar. Tipo, estava olhando diretamente para a câmera (ou para mim, sei lá). Estava de pé, parada, não movia nada a não ser a cabeça para acompanhar meu movimento. Enquanto passei "correndo" por ela, pude ver que estava envolvida numa espécie de vestido preto, e até usava uma bandana ou algo do tipo na cabeça. Parecia bem velha, tipo uns 70, o que também era estranho.

Mas o ponto de vista de primeira pessoa no vídeo, só tive um total de 5 segundos para vê-la antes de desaparecer da tela. Eu queria voltar o vídeo para dar uma olhada melhor, mas não tinha jeito de fazer isso, e certamente eu não correria mais 6Km só para ver uma velhinha por 5 segundos. Então terminei meus exercícios, fui para casa e esqueci daquilo. 

Um tédio até aqui, certo? Certo.

No dia seguinte comecei a correr em uma esteira diferente. Me lembrava da senhora que aparecera no vídeo no dia anterior, então quando estava no quinto quilômetro, comecei a me preparar para vê-la de novo. Mas na marca de 6 quilômetros ela não estava lá. Nem no sétimo, nem no oitavo, nem no nono, nem no décimo. Era uma esteira diferente, talvez outra gravação? Mas é que tudo no vídeo era igual ao outro. Achei que estava só viajando, então deixei pra lá.

Alguns dias depois corri na esteira original. A essa altura, tinha me esquecido completamente da mulher. Então, cara, tô tremendo só de escrever isso, na marca do sexto quilômetro, notei a mesma velhinha de vestido preto, parada de pé na encosta da trilha. Quase perdi o passo, mas consegui continuar correndo. Deixei meu rosto a um centímetro da tela, para tentar dar uma olhada melhor e, honestamente, para provar para mim mesmo que não foi imaginação minha da primeira vez.

E lá ela estava. Parada, sua cabeça me acompanhando. Quando cheguei mais perto, notei a expressão facial dela. Ela parecia... Merda, como eu posso explicar? Brava? Parecia que ela estava brava comigo, cara. Eu sei, parece um monte de merda, mas nunca senti algo ou presenciei algo como isso. Literalmente me arrepiei quando passei por ela.

E quando estava passando por ela, algo inexplicável aconteceu. Ninguém acredita em mim, mas foda-se, tenho que te contar. Enquanto passava, a câmera virou. Tipo, o cameraman virou para olhar para a mulher de novo. E agora ela estava de pé no meio da estrada, olhando pra mim. E não só isso, também apontava para mim. Seu braço direito estava estivado em minha direção e seu dedo indicador acompanhava meu movimento. Então, quando a câmera virou de novo para a frente, mostrou uma caminhonete enorme pronta para bater em mim. Quase tropecei, mas a tela ficou preta antes dos faróis me acertarem. 
Apertei o botão de emergência e sai de lá o mais rápido que pude, mas acreditando no que tinha acabado de acontecer.

Não conseguia me acalmar. Estava sem fôlego, mas no mais chocado. De uma coisa esta certo: não tinha imaginado tudo aquilo. Me recusando acreditar em nada além do lógico, fui até o gerente da academia (O Dani, Lembra dele? Jogávamos bola com ele atrás da escola), e em tom de brincadeira perguntei porque eles estavam trocando os vídeos de trilha da floresta. Ele riu e saiu andando, provavelmente achou que eu estava zoando com ele.

Eu não sabia o que fazer e, na verdade, não tinha muito o que fazer. Podia ou esquecer aquilo ou continuar correndo aquele curso para ver o que acontecia. Bem, não sou tão curioso quanto pareço ser, então comecei a correr em outra esteira. E tudo ficou normal novamente. Talvez o fato de nunca mais usar as trilhas virtuais enquanto corria ajudasse. Prestei atenção nas pessoas que corriam naquela esteira em especifico, mas ninguém reagia estranhamente, então assumi que ninguém via a mulher.

Mas dois dias atrás, trouxe um amigo (você não o conhece) para uma aula grátis. Fizemos os levantamentos e depois decidimos correr um pouco nas esteiras. Como sou um cara azarado pra caralho, as únicas duas disponíveis eram a do extremo canto, sendo uma aquela esteira macabra. Meu amigo pulou na normal, e eu não queria parecer um esquisitão de pedir para trocar comigo, então subi na do vídeo estranho. E assim que comecei a correr, o vídeo do curso da floresta iniciou sozinho. Eu apertava o botão de "cancelar" furiosamente, mas a merda não parava.

"O que houve, cara?" Meu amigo perguntou, eu só sorri e balancei a cabeça, decidindo encarar e continuar a correndo o curso. Provavelmente nada aconteceria, certo?

"Ah, que máximo! Eles tem essas trilhas virtuais?" Ele perguntou enquanto eu passava o primeiro quilometro.

"Sim, é bem... legal", murmurei.

"Cara, eu conheço essa floresta, ela fica no caminho de Skadarsko Jezero", ele disse.

"Que?"

"É, já vi esse lugar antes, é tipo a umas três horas daqui, bem louco que eles tenha vídeos da região, achei que eram todo tipo lá do Estados Unidos ou algo assim".

Eu ia perguntar mais alguma coisa para ele, mas eu acabara de atingir o quinto quilometro, e arrepios subiram pela minha espinha. "Por favor, não hoje", pensei enquanto corria.

6km. Nada.

7km. Nada.

Fiquei aliviado.

Feliz que nada tinha acontecido, quis me mostrar um pouco e aumentei a velocidade da máquina. O vídeo acelerou também. Conseguia ver o fim do curso à distancia. Eu estava correndo muito rápido. E quando, caralho, quando estava quase terminando, faltando 30 metros do final, a mulher de preto começou a atravessar a trilha. Eu estava me aproximando rapidamente, e não podia apertar o botão de emergência sem meu amigo achar que eu era louco. A mulher parou no meio da trilha e se virou em minha direção.  Eu decidi continuar, seja lá o que acontecesse.

Ela só ficou parada lá. Então notei que ela segurava alguma coisa. Coloquei o rosto mais perto da tela porque queria saber o que ela segurava e estava prestes a passar por ela. Foi quando ela esticou o braço na minha direção que eu reconheci. Eu reconheceria aquilo em qualquer lugar, qualquer hora.

Lembra quando fomos ao show do Red Hot Chilli Peppers na Sérvia em 2007? Quando ficamos molhados de tanto suar depois de uma hora de show? Lembra daquelas camisetas caras que compramos? Sim, ainda tenho a minha. E essa mulher na trilha estava a segurando. Poderia ser uma coincidência? Queria eu acreditar nisso, cara. Mas quando passei por ela, vi que faltava a manga esquerda da camisa, igual a minha (longa história). 
Quero dizer... É coincidência demais, né? É impossível, né? Terminei o curso com a adrenalina pulsando nas minhas veias.

Agi normalmente o resto do dia com meu amigo, mas mal podia esperar para chegar em casa. Assim que cheguei, corri para meu quarto e vasculhei todo o guarda-roupa e gavetas, e adivinha? Minha camiseta não estava lá. E sei que eu a tinha, porque eu usei ela uns 5 dias antes. Contei isso tudo para meus pais que me acusaram de usar drogas e riram da minha cara. Contei para alguns amigos também, mas eles acharam que eu estava só zoando. E então, ontem a noite, tudo ficou uma loucura. Tipo, minha vida mudou, cara.

Eu estava na varanda, tentando fumar um cigarro antes do jantar. Ainda moro no mesmo prédio no 8º andar, lembra? Você vinha aqui direto. De qualquer forma, estava lá de pé, olhando para a rua, e você sabe o quão mal iluminadas são as ruas daqui, né? Mas avistei uma coisa lá em baixo. Parecia ser uma silhueta de pé, olhando para cima. Não conseguia identificar o que ou quem era, mas nesse ponto eu estava tão paranóico que tudo parecia suspeito. E algo não estava certo, eu sentia. A pessoa... ela ou ele estava olhando pra cima.

Decidi descer. Eu estava todo cagado de medo, admito, mas precisava ver quem ou o que era aquilo.

Claro que o elevador nunca está funcionando, então tive que descer as escadas. Quando cheguei na rua, não havia ninguém lá. Mas... cara, em um galho de uma árvore ali perto, vi minha camiseta. Minha camiseta do Red Hot Chilli Peppers. Peguei-a, olhei em volta, mas não tinha nenhuma alma viva por lá. Ela havia sumido. Quero dizer, acho que era a velha. 

Qual a possibilidade disso? Sei que parece inacreditável, mas estou te contando porque ninguém acredita em mim.

Não sei, cara, não sei o que fazer. Acho que tenho que ir naquela trilha. É a única coisa que acho que posso fazer.

O que você acha? Desculpa escrever quase uma Bíblia no seu e-mail, mas é minha vida cara. Não sei com quem mais posso falar.

Zeki.


30/09/2014

Mulher captura imagem de um Duende em vídeo


Uma mulher na argentina capturou uma estranha imagem enquanto filmava um vídeo caseiro de seu filho. Ela acredita que seja um Duende, que são seres místicos que guardam os potes de ouro no fim do arco-íris. Clique aqui para ver o vídeo!

[MALDIÇÕES E REAÇÕES] Shrek is Love, Shrek is Life 3 - Adeus, Ogro Tarado!

Chegou a hora de nos despedirmos de nosso ogro favorito...

Pelo menos, por enquanto. Pois você sabe...

It's Never Ogre...

Confiram! Se gostarem, não se esqueçam daquele like maroto e comentem ai embaixo o que acharam \o/


Link para o vídeo:

Creeper da Semana: Samuel Malachiah


Idade: 16 anos

Estado: São Paulo

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas: Conheci o CreepyPasta Brasil ao vagar pela internet buscando por histórias de terror, entrei até no CreepyPasta Wiki, mas ao conhecer este blog me apaixonei (e isso não é puxação de saco).

Contatos:
Facebook: www.facebook.com/xsamnacaox
Skype: @samukksam - Skype
Blogs: penso-texto.blogspot.com & itblankus.blogspot.com

(Creeper de Semana - 29/09/2014 à 05/10/2014)

Quer se tornar o próximo Creeper da Semana? Clique aqui e saiba como!

25/09/2014

Garrafa



A minha condenação venho na forma de uma garrafa...

Não, não é como você está pensando.

Quando eu era um garoto, meu melhor amigo morava perto de um pequeno aterro sanitário – um ótimo lugar para crianças se aventurarem.
Monster bottle
O lugar era cheio de mistério e descobertas excitantes, e se você encontrasse algo legal, ninguém se importaria se você o pegasse. Bom, ninguém exceto os seus pais. A única exceção era a mãe do meu amigo; a maioria de seus pratos e panelas foram tirados daquele aterro. Eu não aprovava isso.

Um dia, eu estava naquele aterro, desmantelando um carro com alguns amigos. Alguns estavam interessados nas peças, mas eu só queria quebrar coisas. Quando retiramos todo o motor, passamos para o interior do carro. Embaixo de um dos bancos encontramos uma pequena garrafa, cheia com um tipo de liquido verde e borbulhante.

Naquela época, a curiosidade sempre superava a higiene. Eu a destampei e cheirei. O cheiro era agradável, como menta, e um pouco floral. Um dos garotos, Jackie, me desafiou a beber aquilo. Era um desafio em dobro, ou seja, seu eu bebesse, ele também beberia. Eu tive que aceitar.

O gosto também era agradável, e me aqueceu da cabeça aos pés. Meu corpo foi tomado por um estranho e agradável formigamento. Nada mais aconteceu, não até aquela noite.

O primeiro efeito foi que eu não conseguia dormir. Eu nem precisava dormir mesmo. Já estava bem agitado

O segundo efeito veio um mês depois. Comecei a tossir coisas. Eu estava brincando sozinho na floresta e comecei a tossir sangue. Não apenas sangue, mas também pedaços de carne... Então comecei a vomitar. O meu intestino delgado saia da minha boca como uma grande cobra enquanto eu estava ajoelhado ali no chão, tremendo, chorando, e lutando para respirar. Eu estava literalmente vomitando minhas tripas.

Todos os meus órgãos pareciam mover-se para acomodar meus pulmões. Meu coração parecia prestes a sair pela minha boca. Eu estava sangrando tanto, que se não tivesse abandonado minhas roupas elas estariam completamente tingidas de vermelho agora. Mais tarde, os policiais encontrariam minhas roupas e procurariam por mim, um desaparecido que nunca mais achariam.

Porém, eu não me sentia vazio quando todo o processo estava terminado. Novos órgãos já tinham crescido dentro de mim. Eu podia senti-los, vesículas e espirais brotando do nada.

Finalmente, o terceiro efeito. Dois meses depois, comecei a ansiar por água, uma grande quantidade dela. Não posso explicar a sensação de sede que me tomou, mas posso afirmar que sentia uma sede desesperada. Durante uma noite, saí do moinho abandonado onde estava escondido e me arrastei até encontrar um pântano. A água enlameada e cheia de insetos parecia como um lar para mim agora. Fiquei submerso, repousando com apenas meu olhos para fora, assistindo aos peixes e salamandras serem comidos pelas garças; fiquei por bastante tempo naquela posição, esperando por minha caça.

Tenho certeza que você já sabe qual foi o quarto efeito...

Estou digitando esse relato no celular da minha última vítima.

Ela estava deliciosa.

E cheirava como melões frescos

22/09/2014

Creeper da Semana: Gabriella Parucci


Idade: 14 anos

Estado: Santa Catarina

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas: Eu gosto do gênero terror/suspense desde bem pequena. Então, sempre segui páginas de creepypasta e filmes de terror, mas nunca obtive conhecimento do CPBr. Um belo dia, eu estava mexendo nessas tais páginas, quando eu vi um link: Era a primeira postagem daquelas creepys dos guardiões, sabe? Enfim, eu li. E, cara, depois disso eu nunca mais larguei o blog. Hoje, eu entro todos os dias no meu celular durante o intervalo ou na hora do almoço, só pra conferir se tem coisa nova (convenhamos, sempre tem). Toda a equipe do blog é incrível, o trabalho de vocês é irado demais! Serio mesmo pessoal, vocês arrasam. Obrigada por todas as noites de sonos que me tiraram, todos os games bugados que me fizeram baixar e todos os programas que nunca mais assisti do mesmo jeito!!

[Ah, agradecimento especial à Divina, que é, bem, divina demais!]

(Creeper de Semana - 22/09/2014 à 28/09/2014)

Quer se tornar o próximo Creeper da Semana? Clique aqui e saiba como!

20/09/2014

O Celeiro

Algo aconteceu há 17 anos, e talvez nunca terá uma explicação. Não escrevi sobre isso antes pois, isso me atormentava muito, não me sentia mentalmente pronto para contar sobre isso. Deixe-me começar.

Era uma noite normal de verão, eu estava assistindo “Os Flintstones”, e estava na casa dos meus avós. A minha avó estava de plantão no hospital, então naquela noite era apenas eu e o meu avô.

Ele já tinha caído no sono, então percebi que poderia fazer o que quisesse. Decidi que depois do desenho, eu sairia. Uns 9 minutos depois que o desenho acabou, o volume da TV começou a diminuir. Até pude ver as linhas do volume descendo na TV. “Que droga é essa?!” pensei. “Ah, Já sei! Deve ser apenas o meu avô brincando.” (Já que ele estava com o controle.) Então fui até a cadeira dele e vi que ele estava com os olhos fechados. Pensei que estivesse fingindo, mas depois de alguns minutos de pé ao lado dele, percebi que ele não poderia fingir por tanto tempo.

Logo comecei a ficar assustado. No momento em que sai da casa, meus pés ficaram gelados. Comecei a pensar que não deveria ter saído. Meus avós moravam em uma fazenda, então eles tinham um celeiro. Decidi visitar a nossa própria coruja que vivia no celeiro, George. Quando entrei no celeiro e chamei seu nome, não recebi uma resposta. Eu sabia que não era normal. Ele nunca nos ignorava!

Quando eu ia saindo, alguém falou comigo, “Então você se acha corajoso?

Virei para trás, mas não havia ninguém na escuridão.

A voz sem corpo falou outra vez, “O que foi?”

Corri de volta para casa, entrei, e procurei meu avô para contar o que tinha acontecido. Eu o encontrei pegando um biscoito na cozinha. Contei para ele sobre a voz, e ele não soube o que responder. Por fim, ele disse que não era nada, e recomendou que fôssemos dormir. Pedi para que ele fosse comigo outra vez lá fora. E ele aceitou. Fomos para o celeiro, e meu avô ficou surpreso quando George não respondeu. Foi quando vimos um homem e quase 2 metros, descendo a escada de madeira que levava para outro andar do celeiro. Quando ele nos viu, correu de volta para o canto mais escuro. Eu estava com tanto medo, que saí correndo para casa.

Quando fiquei preocupado com o meu avô, resolvi voltar com uma lanterna. Ele ainda estava na porta do celeiro quando voltei. Resolvemos entrar no celeiro para examina-lo. Enquanto estávamos lá dentro, ouvimos o nosso cachorro, Oliver, latindo como se tivesse visto o próprio demônio. Nós sabíamos que os animais podiam ver e sentir coisas anormais.

Voltamos para dentro da casa e decidimos ignorar o que estava acontecendo e dormir ao som de “In the Ghetto” do Elvis. Meu avô já estava dormindo quando deu 11:00 pm, mas eu continuava sem conseguir grudar os olhos. Quando se aproximava 1:00 am, ouvi uma batida na janela. Eu m mijei todo, literalmente. Decidi levantar e dar uma rápida olhada na janela. E para meu completo espanto, quando afastei as cortinas, vi um homem com o rosto grudado no vidro e com um grande sorriso. Pensei que talvez fosse a mesma pessoa que vimos no celeiro.

O homem falou algo que não consegui entender muito bem naquele momento, mas soava como, “Você não está seguro, criancinha tola!”

Então eu gritei e acordei o meu avô. Contei o que tinha acontecido e ele correu para pegar uma de suas armas. Então passamos o resto da noite trancados no quarto com uma espingarda. De alguma forma consegui cair no sono, mas sou assombrado por esse acontecimento, até hoje.

Creepypasta dos Fãs: O Pequeno Sam


13 de Maio, 1996

Meu nome é Brienne, tenho 15 anos e tenho o sonho de me tornar escritora daqui alguns anos. Decidi escrever este diário para praticar minha escrita e passar o tempo.

Minha família é grande, tenho três irmãos e moramos com nossos pais em uma casa humilde, mas grande o suficiente para todos nós.

Amanhã meu irmão Sam completará sete anos de idade, será um longo dia.

14 de Maio

Hoje acordamos bem cedo, fomos ao zoológico, em uma lojinha infantil entediante e depois comemos um bolinho em homenagem ao Sam. Meus aniversários nunca são legais assim.

Parece que meu irmãozinho se apaixonou por um livro infantil que ganhou de um tio qualquer.

15 de Maio

Como eu odeio o Domingo!

Tivemos que ir almoçar na casa da vovó Lianne, a única pessoa que foi realmente feliz pra lá foi o Sam, que não desgruda do estúpido livro. O livro, além de velho, tem desenhos mal feitos e uma leitura estranha.

20 de Maio

Tem sido uma semana corrida aqui em casa. Meu irmão mais velho caiu da escada enquanto descia do quarto para a sala e está internado, meu pai tem estado irritado esses dias, meu outro irmão vive trancado no quarto, mamãe está muito abatida e Sam não desgruda do livro nem pra tomar banho.

23 de Maio

Estamos sem notícias sobre o estado de saúde de Martin, meu irmão que caiu da escada. Tenho certeza que os médicos estão escondendo algo da gente. Encontrei Tom, meu irmão do meio, chorando ontem. Ele anda afastado de todos, mamãe está arrasada.

30 de Maio

Minha vida está desmoronando.

Martin está morto, assim como Tom. Tudo em apenas uma semana, não sei de onde estou tirando forças para escrever.

Sobre Tom, ele foi encontrado morto no quarto. Mamãe bateu na porta depois de ouvir um barulho muito alto e lá estava ele, estirado no chão. No relatório diz suicídio, um absurdo.

Martin não resistiu aos ferimentos de um simples tombo da escada, tudo isso está muito confuso.

02 de Junho

Como se tudo que vem acontecendo não bastasse, mamãe e papai brigaram feio e se separaram. Consegui ouvir do meu quarto parte da conversa em que papai dizia que Sam precisava de tratamento psicológico.

Eu teria ouvido mais se Sam não estivesse gritando “FORA!” durante a discussão.

04 de Junho

Nunca me senti tão sozinha. Meus irmãos (exceto Sam) estão mortos, papai saiu de casa e não entra mais em contato, mamãe parece cada dia mais esgotada e parece que só tem o Sam de filho. Já Sam, nunca o vi mais estranho, ele parece estar me seguindo por todos os cômodos. Jamais me esquecerei de ontem, quando pedi pra ver seu livro, ele se encheu de fúria e gritou algo como: “Não me chame de Sammy e nunca toque em meu livro!”

O mais estranho disso tudo, foi que mamãe viu ele gritando desse jeito comigo e apenas abaixou a cabeça e o levou para o quarto.

Preciso dormir!

05 de Junho

É provável que eu já esteja morta enquanto você lê isso, não tenho mais nada a fazer, minha vida está condenada.

Acordei de madrugada com mamãe gritando com Sam e depois ouvi ela gritar para que eu trancasse a porta. Pensando que mamãe estivesse em perigo, abri a porta de leve e vi algo que jamais me esquecerei:

Sam vinha correndo de quatro pelo corredor, com o livro pendurado na boca, estava coberto de sangue. Pensei em ajuda-lo, mas o jeito demoníaco que ele se movia fez com que eu trancasse a porta. Ouvi uma batida surda na porta e percebi que ela não resistiria, então arrastei minha escrivaninha pra frente dela e me escondi atrás da cama. A barricada que fiz não irá durar muito.

Estou sentindo a madeira se rachando, ele estará aqui em breve. Já gritei pela mamãe, mas acho que aconteceu algo com ela, ela não responde.

Agora entendo o que aconteceu com meus irmãos, sou a próxima da fila, a última.

A porta não resistiu, Sam entrou, e ele não está sozinho.




Autor: Anguy Archery