16 de dez de 2014

Creeper da Semana: Amanda Santos


Idade: 18 Anos

Estado: São Paulo

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas: A primeira creepypasta que conheci foi a do Slenderman, com aquele "falso documentário", desde então comecei a pesquisar mais sobre o assunto e a assistir Marble Hornets e outras webséries sobre creepypasta. Fuçando em muitos sites e fóruns por aí encontrei este blog, do qual provavelmente já li a maioria dos artigos.

(Creeper de Semana - 15/12/2014 à 21/12/2014)

Quer se tornar o próximo Creeper da Semana? Clique aqui e saiba como!

10 de dez de 2014

SCP-2002




AVISO: ACESSO RESTRITO




Item #: SCP-2002

Classe do Objeto: Neutralizado (classificação Keter revogada em ██/██/20██)

Procedimentos Especiais de Contenção: A contenção do SCP-2002 é concentrada na disseminação coordenada de desinformações para todas as organizações ou indivíduos envolvidos com a descoberta, detecção, estudo e/ou discursão envolvendo objetos astronômicos (em movimento). Uma atenção especial deve ser posta na manipulação de algumas organizações, visando ofuscar a natureza do SCP-2002.

Imagens do SCP-2002 vazadas para o público devem se desmentidas, assim como digitalmente alteradas e rotuladas como obras de teorias conspiratórias. Para esse propósito, funcionários da fundação devem ser preparados para aparições na mídia e como consultores em qualquer projeto de pesquisa externa.

Para mais informações relacionadas às medidas de desinformações, por favor, verifiquem o documento SecInf/2002-D/DepDI:rev2.41. O uso de força bruta foi autorizado para impedir que qualquer informação relacionada ao SCP-2002 vaze ao público.

Todas as peças e restos dos tripulantes coletados do SCP-2002 devem ser armazenados no Local
        para futuras pesquisas sobre a origem do SCP-2002. Entrem em contato com o atual líder do projeto Dr. Aeslinger para mais informações sobre as pesquisas.

Rem/AESL1/20060217: Notem que apesar de neutralizado, os procedimentos de contenção do SCP-2002 devem permanecer efetivos por tempo indeterminado. 

Descrição: O SCP-2002 é um corpo celeste em rota de colisão com a terra. Após detecção, o setor astronômico da Fundação disponibilizou várias imagens indicando várias similaridades entre o design do SCP-2002 e o design do, ainda em desenvolvimento, [INFORMAÇÃO EXCLUIDA] naquele momento. Levando em consideração essas informações, e adicionando resultados de pesquisas dos destroços, o SCP-2002 foi classificado como uma possível anomalia do continuum espaço-tempo, mas foi considerado nativo para esta realidade. Sua neutralização impediu que os funcionários pudessem encontrar detalhes adicionais, porém, os exames dos destroços realçou as evidencias que sustentavam a teoria do SCP-2002 ser uma anomalia do continuum espaço-tempo.

O SCP – 2002 possuía um casco esférico com um diâmetro estimado de 450m. Acoplado ao casco principal haviam ~3000 pequenas esferas com aproximadamente 1,7 m de diâmetro. O SCP – 2002 não possuía qualquer dispositivo de propulsão visível ou sistemas externos de geração de energia, também não possuía compartimentos individuais como uma cabine de controle, área de armazenamento, ou qualquer outra cômodo.

Todas as tentativas de comunicação foram respondidos por transmissões automáticas do SCP-2002, em uma rádio frequência reservada exclusivamente para o trafego de informações da Fundação. Sinais enviados por instalações amadoras não receberam respostas do SCP-2002, sugerindo que o SCP talvez soubesse da origem do sinal. Vejam o Apêndice 2002-A-04 para a transcrição da resposta automática gerada pelo SCP-2002.

Em revisão, a mensagem transmitida pelo SCP-2002 parece implicar que o SCP possuía sistemas que facilitavam o retorno para a terra automaticamente. Independentemente disso, o SCP-2002 foi classificado como Keter devido aos efeitos potenciais que o SCP poderia causar ao cair na terra, sendo esta hipótese dada como falsa mais tarde. O SCP-2002 mantinha uma velocidade fixa de 12,5 km/s e era esperado reentrar na atmosfera em ██/██/20██. Foram projetados protocolos para lidar com um possível cenário Classe-K como resultado da queda do SCP-2002.

O SCP-2002 foi detectado pela primeira vez a uma distância de aproximadamente 15.8 au da terra em ██/██/19██, por sensores remotos nos satélites da fundação. Extrapolando e não assumindo alterações no curso do SCP-2002, ele deveria ter sido descoberto a pelo menos ██ antes. Isso sugere uma troca temporal acidental, assim como uma intervenção consciente por parte do SCP-2002 ou sua tripulação. O conteúdo da transmissão automática do SCP-2002 trás mais credibilidade para essa teoria.

Apêndice 2002-A-01: Trecho do relatório de neutralização 2002/D/NeutRpt-01:rev1.01 

No dia ██/██/19██, enquanto o SCP 2002 passava pela lua terrestre, um satélite não identificado equipado com um canhão laser altamente poderoso de diáxido de carbono, abriu fogo contra o SCP-2002, danificando seu casco principal e espalhando as pequenas esferas por uma grande área. Várias dessas esferas acabaram sendo destruídas pelo laser, enquanto outras ficaram à deriva no espaço. Uma certa quantidade dessas pequenas esferas continuaram seguindo em direção à terra. No dia ██/██/20██, essas esperas, junto com um grande pedaço do casco principal, entraram na atmosfera terrestre.

As investigações sobre o satélite não identificado e a destruição injustificada do SCP-2002 levaram á uma série de mensagem de e-mail codificadas e transmitidas por uma estação localizada no terminal de comunicação na Área 102. A decodificação dessas mensagens revelaram um vazamento de informações para o GOC, contendo fatos sobre o SCP-2002, embora em detalhes básicos. Nesse caso, o vazamento interno de falsas informações acabou misturado com algumas informações verdadeiras sobre o SCP-2002.

Uma investigação realizada pelo Mobile Task Force Beta-1 identificou o █████ ████████, um membro de Level 4 como sendo o responsável pelo vazamento das informações. O responsável em questão foi detido enquanto tentava deixar o local onde trabalhava, foi interrogado e consequentemente [INFORMAÇÃO EXCLUÍDA] geralmente utilizado em operações contrainteligência. Esforços para descobrir a verdadeira identidade do destinatário não obtiveram sucesso, porém, descobrimos que essa organização já possuía conhecimento sobre o SCP-2002 desde 19██, porém, tais conhecimentos consistiam apenas de detalhes básicos (veja abaixo). Presume-se que o vazamento de informações corretas, em adição à politica interna e externa de desinformação da Fundação à respeito do SCP-2002, levaram o GOC a tomar a decisão de neutralizar o SCP-2002.

Como resultado desse incidente, protocolos para a comunicação interna e externa sobre anormalidades foram revisados e atualizados, e a Operação Carbon foi iniciada, permanecendo efetiva por tempo indeterminado, enquanto um teste padrão de lealdade é desenvolvido para os atuais e futuros funcionários.

O satélite utilizado pela GOC foi sabotado e caiu em uma floresta Brasileira no dia ██/██/20██. Foi recuperado pela Fundação e permanece sob sua custódia, apesar dos inúmeros pedidos da GOC, para que o satélite fosse devolvido. Por favor, acesse o documento adicional 2002/C/DipInc-8:rev.1.12 para mais detalhes acerca das comunicações inter-organizacionais sobre o objeto.

Apêndice 2002-A-02: Documento capturado pela GOC sobre o SCP-2002 

KTE-0481

ID da Ameaça: KTE-0481-Typhon "Grande objeto desconhecido em rota de colisão com a terra”

Descrição: Um objeto astronômico não identificado em rota de colisão com a terra. Informações fornecidas pelo ██████ sugerem que a Fundação está monitorando o KTE (sobre designação SCP-2002) por razões desconhecidas, ainda não formulando qualquer plano de ação ou medidas para impedir o seu progresso.

O objeto é esférico, com um diâmetro estimado de 450 m 450 m (~1,476 ft), com múltiplas pequenas esferas acopladas à sua superfície. Não é possível saber se essas pequenas esferas são algum tipo de arma ou sistema de defesa. Nenhum sistema de propulsão é visível no objeto. Sistemas de geração de energia também parecem não existir.

O objeto não responde às tentativas de comunicação, apesar das mensagens de saudações serem enviadas em intervalos regulares pelas instalações da GOC e a USS███████████.

Os últimos cálculos informam o momento do impacto às ██:██ GMT, ██/██/20██. A previsão é de um cenário apocalíptico caso o KTE-0481 continue seu caminho sem interrupções.

Medidas: Caso o objeto atinja 0.00269 au da terra, a sua destruição é permitida para prevenir a extinção de toda a vida terrestre. O satélite Thor-AXII foi posto em estado de alerta permanente para essa medida. Protocolos foram postos em prática para garantir 100% de sucesso.

Apêndice 2002-A-03: Sumário do relatório de recuperação 2002/D/RecRpt-14:rev1.15 

No dia ██/██/20██, 37 minutos após a queda de uma grande parte do SCP-2002, membros do MTF Zeta-40 (equipe de limpeza) e vários guias locais se aproximaram dos destroços á aproximadamente 240 km de Riade (Capital da Arábia Saudita). Por vários dias, destroços e vários restos humanos (estimam-se compostos por 5 adultos masculinos, 21 adultos femininos, 142 recém nascidos masculinos, e 377 recém nascidos femininos) foram carregados em transportes da Fundação e levados para a Área-102. Testes de DNA revelaram certas semelhanças aos atuais membros da Fundação, incluindo vários membros do conselho O-5.

Apêndice 2002-A-04: Transcrição parcial da transmissão automática emitida pelo SCP-2002

Mensagem do sistema; 

Esta é a arca da Fundação, SCPS Mendel. Recebemos a sua transmissão. Devido aos protocolos de estase em efeito, nenhum membro encontra-se disponível para responder à sua mensagem no momento. Por favor, aguarde pela transmissão automática pré-gravada. 

Voz feminina; 

Aqui é a Dr. Agnes Younts, Líder do projeto SCP-█████. Se está recebendo esta mensagem, fico feliz em informar que essa missão foi desnecessária. Quando ocorreu a destruição causada pelo SCP-█████ em 21██, passamos um longo tempo tentando descobrir uma maneira de reverter seus efeitos. Tentamos descobrir se a realocação era a solução. Construímos uma estação espacial e, quando não deu certo, construímos um complexo lunar, mas a praga sempre nos seguia de alguma forma. Enfrentando uma taxa de 100% de esterilidade, descobrimos uma maneira de fertilizar embriões, assim eles não estariam sujeitos aos efeitos da praga. Bom, pelo menos enquanto os embriões permanecessem em estase. Nossos cálculos indicaram a dissipação dos efeitos da praga aproximadamente ███ anos desde o dia zero, então por fim, não nos sobraram muitas opções além de enviar para o espaço uma seleção desses embriões, junto com alguns funcionários. Os membros e a carga desta arca serão revividos e preparados para o retorno à terra. Eles já percorreram um longo caminho. 

Mensagem do sistema;

Nossa atual situação indica PERIGO; erro de deslocamento temporal detectado. Pedimos que limpem o Setor-521A para a nossa chegada¹.

Mensagem do sistema; 

Esta mensagem se repetirá em Mandarim. 

Depois da repetição em mandarim, a mensagem também foi repetida em espanhol, hindi e árabe antes do fim da transmissão.

Notas finais 

Nenhum Setor-521A existe como propriedade da Fundação. Porém, cálculos mostram que a sua suposta localização seria na [EDITADO]




______________________________________________________________-

9 de dez de 2014

Creeper da Semana: Denis Rossati Ramos


Idade: 13 anos

Estado: Espirito Santo

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas: Gosto de creepypastas desde quando eu estava procurando sobre aliens depois do que aconteceu comigo no sitio que eu tive um suposto avistamento de um alce bípede sem cabeça em 2011 e achei uma creepy pasta sobre um et bilu, que aliás, achei mentira... Enfim, achei varias outras coisas sobre creepypastas e achei bem legal procurar sobre outras coisas. As que mais me "encantaram" foi a do Jeff the Killer e a do Slender Man. Enfim, esses anos eu estava procurando sobre creepypasta do jogo LSD e achei este blog genial.cGosto de creepypastas pois gosto de saber as experiencias das pessoas, sendo reais ou não.

(Creeper de Semana - 08/12/2014 à 14/12/2014)

Quer se tornar o próximo Creeper da Semana? Clique aqui e saiba como!

5 de dez de 2014

[MALDIÇÕES E REAÇÕES] Username: 666 - O Vírus Mais Macabro do Mundo!

Finalmente, chegou a hora de assistirmos o famoso "Username: 666", aquele vídeo clássico que mostra um suposto vírus que você podia ativar ao tentar acessar a página "666" do Youtube. Está interessado pra ver o que acontece?

Confiram! Se gostarem, não se esqueçam daquele like maroto e comentem ai embaixo o que acharam \o/


Link para o vídeo:

4 de dez de 2014

[CREEPY VIDEOS] Jogando Shrekpit - Ogrofilia ao Extremo!

Hoje, jogaremos o primeiro game baseado no nosso querido ogro verde e tarado, um jogo baseado em Slender.

Pois é, meus amigos, as coisas estão prestes a ficar... Aceboladas!

Confiram! Se gostarem, não se esqueçam daquele like maroto e comentem ai embaixo o que acharam \o/


Link para download do jogo:

3 de dez de 2014

1 de dez de 2014

In fetu

Eu sou um cirurgião. Com minha idade e experiência, já possuo uma vasta coleção de estranhos eventos médicos que já presenciei, porém... há apenas um evento que me perturba até hoje...

No outono de 1987, uma extremamente rara anomalia medica afetou um pobre garoto de sete anos que se chamava William. Eu trabalhava como cirurgião chefe na pequena cidade de Montrose, Colorado. William estava consultando o pediatra com queixas de fortes dores na barriga. Ele contou para os doutores que havia um “homem” vivendo dentro dele, e que o homem se recusava a deixa-lo em paz, dia ou noite. William contou que o homem o machucava em várias partes, como se o puxasse com cordas, feito uma marionete. O garotinho podia ser ouvido gritando e chorando na sala do doutor, implorando por um alívio para a terrível dor. Sua mãe estava muito preocupada e solicitou assistência. O doutor fez um exame completo e não percebeu nada de anormal. Ele aconselhou que a mãe o levasse para casa, e receitou analgésicos mais fortes.

Algumas semanas se passaram, com as dores do garoto piorando. O doutor ficou perplexo. Ele continuava sem encontrar anormalidades, receitando analgésicos cada vez mais fortes. Um dia, a mãe retornou para o doutor, dessa fez estava bastante frenética. Ela entrou gritando que o filho estava morrendo, e com hemorragia. William estava com sangue escorrendo pela boca, e se arrastando de joelhos, implorando que o doutor o matasse. Bastante assustado, o doutor o encaminhou para a emergência.

Foi quando ele chegou à minha área. Os doutores descobriram que ele possuía um grande tumor no abdômen, os raios x revelaram uma estranha formação em suas vísceras. Preparamos-nos imediatamente para a cirurgia. Eu e meu time nos organizamos imediatamente, e guiamos o garotinho na maca pelo corredor do hospital. Passamos apresados em direção à sala de cirurgia enquanto o garoto gritava para que cortássemos sua garganta.

Nos o anestesiamos enquanto ele gemia e implorava pela morte. Sua cabeça balançava de um lado para o outro como se ele estivesse negando algo constantemente. Ele se sacudia tanto que foi preciso dois doutores para segura-lo. Ele se acalmou e fechou os olhos apenas quando a anestesia fez efeito.

Chegamos à sala de cirurgia, e arrancamos sua camisa do Homem-Aranha. Peguei meu bisturi e fiz o corte em seu abdômen. A pele fina abriu-se facilmente e o sangue escorreu rapidamente, revelando veias e muco. Pude ouvi um som de esguicho vindo de suas entranhas. Nos preparávamos para abrir a incisão, quando o vimos...

Bem abaixo dos avermelhados músculos abdominais, um braço surgiu. A carne foi esticada e rasgada. Pedaços de carne e sangue espirraram em nossos rostos e aventais. Ficamos completamente mudos, petrificados e em choque. O braço era pequeno e frágil, vermelho, e viscoso. Ele repousou sobre as entranhas destruídas. Eu fiquei ali parado, de boca aberta. Minha respiração presa em algum lugar entre meus pulmões e a minha garganta. Finalmente consegui reagir, mesmo tremendo, agarrei o bisturi e aumentei o corte no abdômen.

Olhei para dentro, em meio á todo aquele sangue e carne, e vi um pequeno corpo enrolado, logo percebi que a coisa ainda era apenas um bebê. Pus minhas mãos em seu corpo mole e avermelhado, e tentei remove-lo. Ele se enrolou em minhas mãos e me encarou. Eu o puxei e o retirei do pobre garoto. O corpo daquela coisa estava completamente coberto de sangue. Ele tinha olhos pequenos e sem pupilas, e sua boca estava bem fechada. Ele permanecia encolhido. Ele não parecia uma criança, e sim um alien. O mais surpreendente era o fato daquela coisa não possuir um cordão umbilical.

Os outros doutores se afastaram com horror. Eu travei e não consegui falar. Eu juro que não estou mentido sobre o que aconteceu em seguida. O bebê olhou para mim e começou a abrir a boca. Ele se engasgou e começou a cuspir sangue. Ele começou a falar. Sua voz era... o que posso descrever como sinistra, a pura maldade. A coisa gritou claramente: “Matar! Matar! Matar! Matar!”

Arregalei os olhos e permaneci petrificado. Os doutores correram da sala em grande agitação. Um dos doutores gritou que havia um “bebê demônio” na sala de cirurgia.

O bebê ficou em minha mão, gritando mais e mais alto, repetindo a mesma palavra, tremendo ao utilizar suas forças para continuar gritando. Eu finalmente o larguei no chão. Ele caiu produzindo um som nojento e espalhando sangue. E então, de repente, ele se levantou. Aquela criaturinha ficou em pé me encarando, as luzes da sala de cirurgia faziam sua sombra esticar-se assustadoramente. Eu não conseguia falar, mas sabia que aquela coisa queria me matar. Com uma velocidade assustadora, ele pareceu mudar de ideia e escalou a janela, fugindo para algum canto desconhecido.

Vários policiais entraram na sala e me encontraram sozinho. Eu estava paralisado, minhas mãos banhadas em sangue. Rastros vermelhos se espalhavam pelo chão, seguindo para a janela e desaparecendo. Quanto à William, seu monitor cardíaco sem sinal, ele havia morrido por perda de sangue.

Uma investigação levou à conclusão que o garoto tinha sofrido uma rara condição chamada Fetus in fetu. Que é quando, durante a gravidez, gêmeos se desenvolvem e um é absorvido pelo outro, tornando-se um parasita. Porém, mesmo os melhores pesquisadores, nunca poderão explicar como o feto conseguia falar, ou se locomover. Seja o que fosse aquela coisa, não era humana.

Quanto ao paradeiro do “bebê demônio”, nunca foi descoberto.

Creeper da Semana: Rafaela de Paula Paiva


Idade: 24 anos

Estado: São Paulo.

Como Conheceu o Blog/Por que gosta de Creepypastas: PQP, devo ser a Creeper da Semana mais velha até agora. >.<'

Sempre gostei de assuntos que girassem em torno do sobrenatural ou curioso. Na época que ainda não tinha muitos meios para acessar a internet em busca de contos de terror ou mesmo histórias sobrenaturais verídicas eu me apegava nas histórias que meus familiares mais velhos contavam ou mesmo em minhas próprias experiências com o sobrenatural, e são muitas. Também adorava jogos de terror como Revil (meu preferido até hoje) e Silent Hill. HAHA Acho que foi em 2011 ou no final 2010 que conheci o blog. Eu costumava entrar no Assustador.com, mas como já tinha visto aquele site de cabo a rabo eu resolvi procurar outro lugar em que as postagens fossem mais frequentes e com assuntos variados em se tratando de terror. Foi aí que conheci vocês e desde então não larguei mais o blog. Hoje em dia já não entro mais todos os dias como costumava entrar antigamente, mas sempre que posso, nem que seja umas duas vezes por semana estou aqui para me atualizar. Adoro os episódios perdidos e OMG, nunca mais verei Chaves, Rugrats e afins com os mesmos olhos.

(Creeper de Semana - 01/12/2014 à 07/12/2014)

Quer se tornar o próximo Creeper da Semana? Clique aqui e saiba como!

25 de nov de 2014

O pintor de telhados

Há alguns anos, recebi uma série de estranhos e-mails do endereço “alooga2@gmail.com” Não sei os motivos pelos quais foram enviados para mim, mas vou passa-los para vocês. É bem assustador. Bloqueei a minha conta por razões que não precisam ser explicadas.

.....

Eu estava acordada até tarde checando meus e-mails (tenho insônia) quando a página atualizou mostrando uma nova mensagem.

“3:48 AM (22/09/10) “alooga2”

Não sou apenas ruim. Eu sou o pior. Você nunca me verá chegando. Eu sou aquele que você acha que não sou. Sou um pintor. De telhados.” 

Achei que fosse algo normal. Eu nem conhecia aquele endereço de e-mail. Então outra mensagem chegou:

“3:48 AM (22/09/10) “alooga2”

Eu sou livre? Não. Eu tenho bocas para alimentar. Estou falando por meio de charadas. Sou o grande mal, eu tenho que ser o tal. Isso me torna mais assustador. Como tinta preta. 

Nesse ponto, eu ainda não estava muito assustada. Pensei que estivesse recebendo as mensagens por engano. Já tinha acontecido antes.

Levou apenas alguns minutos para ele mandar outra mensagem.

“3:57 AM (22/9/10) “alooga2”

...pintar.” 

“4:33 AM (22/09/10) “alooga2”

Eu zombo de você quando você não está” 

Eu já estava ficando irritada, mesmo assim decidi ignorar. Pensei que ele já tivesse se cansado quando algumas horas se passaram sem que ele me enviasse outra mensagem. Mas...

“8:11 AM (22/9/10) “alooga2”

Café. Preto. Preto. Café” 

“8:11 AM (22/9/10) “alooga2”

Acumule moedas. Quebre o porquinho. Pegue o que ganhou. Estou sempre à caminho. Chame o pintor. Faça ao mundo um favor” 

Eu nem tive tempo de mandar o cara se ferrar, já que eu tinha que ir para o trabalho. Levei bastante tempo sem verificar o email, e quando o fiz, encontrei quatro novas mensagens, enviadas por... adivinha quem....

“12:51 PM (22/9/10) “alooga2”

Dizem que sou surreal. Mas sou diferente, com minha cartola e meu bigode. Pareço ter saído de um desenho animado. E vou pintar o seu telhado.” 

“3:21 PM (22/9/10) “alooga2”

Quero pintar o seu telhado.” 

“3:52 PM (22/9/10) “alooga2”

Acho que vou pintar hoje. Vou pintar de preto, assim como o seu cabelo, Mirian. Seu cabelo é preto. Preto. Cabelo. É um trocadilho.” 

Agora, nesse ponto vocês já podem imaginar que eu estava furiosa com esse cara me mandando essas porcarias. Então respondi com essa clara e concisa mensagem:

“Para com essa palhaçada seu merdinha.” 

Então ele me respondeu, em apenas alguns segundos.

“4:20 PM (22/9/10) “alooga2”

Teve um dia cansativo no trabalho? Pensei que você gostasse de mim. Vou até pintar o telhado para você” 

A coisa já estava ficando muito estranha. Então resolvi bloquear o imbecil. E isso resolveu meus problemas. Levei alguns anos sem receber outra mensagem, até que em uma madrugada, enquanto estava outra vez checando meus e-mails, recebi uma nova mensagem com um anexo.

“3:48 AM (23/9/13) “aloooga2”

Enfim, pintei o seu telhado.” 

O anexo era uma foto da minha casa. Estava com o telhado todo preto. Corri para a janela e vi a tinta preta pingando do telhado. Manchando toda a varanda.

 Então chegou uma última mensagem.

3:48 AM (23/9/13) “aloooga2”

“Deveria ter visto a sua cara. Aqui, tirei uma foto do momento” 

Nessa mensagem também tinha um anexo. Era uma foto minha, enquanto olhava assustada pela janela. A mesma janela que olhei uns 3 minutos atrás. Eu não percebi nenhum flash ou algo assim. A minha única reação, foi sair correndo. Entrei em meu carro e segui para o motel mais próximo. Chamei a policia e expliquei tudo. Que havia um maníaco pintor, e que ele tinha pintado o meu telhado e que estava me espionando.

 Mas a policia não o encontrou, ele simplesmente sumiu e eu estava em segurança. Fiquei no motel por uns três dias, até que numa noite, enquanto eu tentava dormir, ouvi um sussurro em meu ouvido:

“Hey. O telhado desse motel precisa de uma nova pintura.”

Quando abri os olhos, consegui enxergar apenas a silhueta de uma pessoa muito magra, saindo rapidamente pela janela.

19 de nov de 2014

Humannequin

Não era desse jeito que eu pretendia passar a minha noite de sexta-feira, pensei comigo mesmo enquanto revirava uma grande pilha de papéis em minha escrivaninha. Eram umas 18:45, e eu já estava em casa há meia hora. A hora do jantar chegou e passou, mesmo assim, ainda não pude desviar a minha atenção da grande carga de trabalho que estava diante de mim. As 20:30, larguei tudo e decidi encontrar a minha esposa e a minha filha na sala de estar; se eu continuasse mais um pouco naquela escrivaninha, acabaria arrancando meu próprio cabelo.

Segui para a sala de estar para encontrar a minha filha, Mary, remexendo em nossas fotos da família. Minha esposa a estava ajudando, com as duas rindo e revivendo as várias viagens e experiências que tivemos, decidi me juntar a elas, carregando uma xícara de café e observando o que estavam fazendo.

“Certo, agora esta vai aqui –“

“Não! Fomos para a Venezuela DEPOIS do belíssimo casamento. Não foi querido?”

Desviei minha atenção das fotos para olhar a minha esposa nos olhos. Ela já estava desenvolvendo os primeiros traços de algumas rugas, mas suas características juvenis continuavam tão fortes quanto quando nos conhecemos. Um leve sorriso combinado com olhos verdes brilhantes e bochechas e queixo bem definidos.

“Isso mesmo!” afirmei. “Ficamos lá por duas semanas até que fiquei doente quando peguei a terrível La Venganza de Montezuma.” Rimos muito com isso e continuamos com a construção do projeto. Mary estava reunindo algumas fotos para um projeto da escola, um tipo de atividade para “encontrar suas raízes.” Um pouco desnecessário, talvez, mas não fazia mal. Já tinha terminado meu café e estava prestes a voltar ao trabalho quando uma transmissão de emergência irrompeu em todos os televisores da casa. A mensagem tradicional de emergência tremulava como se algo quisesse interrompe-la; como se houvesse outra mensagem querendo tomar espaço para desviar a nossa atenção do perigo real. A mensagem surgiu na tela, em grossas letras negras:

NÃO SAIAM, AERONAVE NÃO IDENTIFICADA EXECUTANDO CIVIS EXPOSTOS 

NÃO SAIAM, AERONAVE NÃO IDENTIFICADA EXECUTANDO CIVIS EXPOSTOS 

“Oh meu Deus,” Mary suspirou. “Vamos ficar seguros, papai?”

Eu não poderia ser honesto com ela. Se ela soubesse das possibilidades, ela sairia correndo em pânico. Então, decidi lidar com a situação pensando racionalmente.

“É claro, Mary. Vá para o meu quarto e prepare os cobertores. Quero todos em um só lugar hoje à noite, assim, um de nós pode alertar o outro caso aconteça algo. Querida, você vai pegar as lanternas e o revólver. Vou trancar as portas e me certificar que ninguém esteja lá fora.”

Enquanto nos dividíamos para nos preparar, percebi algo enquanto checava a porta da frente. Na rua, pequenas luzes vermelhas foram colocadas ao longo do solo, além dos grandes e vermelhos “X’s” que foram desenhados em cada cruzamento. Foi então que suspeitei que a tal aeronave não era tão desconhecida quanto o governo queria que acreditássemos. Eu não conhecia muito bem o protocolo deles, mas sabia reconhecer uma quarentena. Largando minhas suspeitas de lado, segui para meu quarto. As lanternas e o revólver já estavam na mesa de cabeceira. Carreguei o revólver, me enrolei no cobertor ao lado da minha esposa e tentei dormir.

O som de buzinas me acordou. Agarrei o revólver, atento para o que quer que tenha soado a buzina tão alto. Olhei para o lado, onde minha esposa e minha filha continuavam dormindo embaixo dos cobertores. Suspirando de alívio, sai da cama para verificar a condição das coisas. A TV continuava a transmitir a mesma mensagem.

Notei que algo piscava rapidamente enquanto a mensagem continuava bastante clara na tela. Para minha surpresa, a tela congelou por poucos segundo, porém, o bastante para que eu pudesse ver o que piscava junto com a mensagem.

Skull-0Parecia ser uma imagem de baixa qualidade, que mostrava uma caveira com um símbolo radioativo na testa. Logo abaixo da caveira, havia a palavra “OBEY”. Um súbito sentido de alerta passou por minha mente, mas naquele momento pensei que era apenas coincidência, algo passageiro. Ainda assuntado com o que tinha acabado de ver, saí para verificar o que mais havia sido afetado.

Assim que as buzinas pararam, o ar foi preenchido com a Moonlight Serenade de Glenn Miller, que tocava por algum alto falante que eu não conseguia ver. Carros estavam nas ruas, mas não estavam estacionados; de fato, a maioria dos carros continuavam rodando, e alguns deles estavam batidos. Me aproximando de um dos carros, fiz uma estranha e terrível descoberta.

Não havia um humano dirigindo o carro. Era um... um manequim. Inicialmente pensei que alguém tivesse posto o manequim dentro do carro como um tipo de piada. Porém, depois de verificar melhor, percebi que ele usava roupas e um relógio. Cheio de curiosidade, verifiquei seus bolsos – estavam cheios. Um manequim do que parecia ser um trabalhador de classe média com os bolsos cheios de dinheiro e um relógio que parecia bem caro. Seu rosto mostrava uma expressão de riso, e suas mãos estavam em frente ao rosto, como se estivesse se protegendo de algo. Percebendo a gravidade de situação, corri para minha casa, desesperado para verificar a minha mulher e a minha filha.

À primeira vista, tudo no quarto parecia normal. May e a mãe não tinham se mexido desde a última vez que as vi antes de sair, e isso me deixou bastante preocupado depois de ter visto como estavam as coisas lá fora. Puxei o cobertor da minha filha e vi o seu rosto brilhante, de expressão sonolenta, porém, artificial e estática. Seu manequim também possuía a mesma altura, assim como a mesma curva no nariz e o formato dos dedos. Tentando levanta-lo, descobri que aquela copia doentia não pesava quase nada. Quem quer que tenha feito aquela coisa, não tinha colocado apenas a mesma pele da minha filha, como também seus cabelos amarelados em detalhes desde a raiz. Sentimentos de raiva e desespero tomaram conta de mim assim que percebi que a minha mulher tinha encontrado o mesmo trágico e misterioso destino.

O que quer que estivesse acontecendo, cheirava a uma conspiração muito bem planejada. Isso foi comprovado assim que segui para a cozinha à procura de mantimentos e percebi que todos os tipos de alimentos foram substituídos por cópias idênticas feitas de plástico.

Lembrando das fotos da família espalhadas pela mesa da sala desde a noite anterior, peguei algumas para procurar por alguma mudança. Em cada uma das fotos, eu, a minha esposa e minha filha, éramos manequins. Fiquei horrorizado. Os rostos e expressões eram exatamente os mesmos, porém, eu mal reconhecia meu próprio rosto com um sorriso tão vazio.

Tão... desumano.

Ninguém em sã consciência poderia aguentar esse tipo de realidade...

Pegando meu revolver e as chaves do carro, saí para verificar se ainda havia sobrado algum vestígio de vida naquele lugar.

Destroços e mais destroços obstruíam o meu caminho e retardavam a minha viagem dentro daquele silencioso e perturbador subúrbio. Manequins estavam atrás do volante de cada carro que eu encontrava. Homens, mulheres, e crianças petrificados com expressões de vários tipos, que foram pegas em vários momentos; um pai furioso gritando com o filho no assento de trás, um guarda sonolento ajudando várias crianças agitadas a atravessarem a rua, e duas irritadas mulheres paradas no meio de uma discursão silenciosa em um cruzamento. Assim como eu tinha visto antes, todos os cruzamentos possuíam um grande X vermelho pintado no asfalto. Continuei dirigindo até alcançar uma barricada onde deveria estar a saída do bairro. Sai do carro e não encontrei nada além de uma densa névoa que cobria todo o terreno atrás da barricada. Estendendo minha mão para senti-la, descobri que ela queimava ao encostar-se à pele.

Então é isso, confirmei comigo mesmo. Estou preso aqui.

Naquele momento, um carro já não parecia tão necessário, então passei a andar sem um rumo. Em um beco um pouco próximo à barricada e ao desconhecido além, havia um garoto com uma tinta spray vandalizando o lado de uma casa. Havia um sorriso em seu rosto, mas estava de um modo forçado. Seus dedos continuavam pressionando o spray, mesmo com a lata quase vazia, mostrando que ele já estava naquela posição a bastante tempo.

Um pouco de tinta negra escorria por entre os dedos do manequim, caindo no asfalto. A mensagem que ele pichava na parede dizia:

NÃO TENHO BOCA MAS DEVO SORRIR 

A música parou de repente e uma voz soou. Era nítida e anormalmente clara.

“Obrigado por observarem o trabalho perfeitamente detalhado e preparado pela Futureline Industries. Esse ambiente sofrerá uma explosão nuclear em vinte minutos.”

O mesmo som que estava tocando antes, passou para um volume mais baixo enquanto uma contagem iniciava. Entrei em uma casa próxima e peguei um pequeno caderno onde pude escrever tudo o que vocês leram ate aqui. Eu ficaria surpreso se alguém pudesse encontra-lo nos escombros, mas eu realmente espero que alguém encontre.

Que Deus cuide da minha alma e derrame a justiça sobre aqueles que me condenaram.


- 5 de Janeiro de 1960 


-- 


Usando um par de luvas de couro preto, o elegante e pomposo milionário entrou na galeria com sua comitiva. Seu recente projeto lhe custou um total de 70 milhões de dólares, mas ele sabia que o projeto geraria um grande lucro se conseguisse vende-lo. Isso já era garantido – as artes de Sinclair Gustav sempre eram vendidas com os mais altos preços em qualquer exposição. Sua consciência estava perfeitamente limpa para alguém que fez um bairro inteiro desaparecer; todos que o cumprimentavam, desconheciam que em seu coração, ele era um assassino de sangue frio, que pensava apenas em vender seu trabalho pelo maior lance.

Depois de vários elogios e champagne, seu quadro mais admirado e realista foi vendido por um total de 100 milhões de dólares. O artigo mais caro daquela noite mostrava um manequim em chamas ao lado de um homem com expressões de sofrimento enquanto escrevia algo e também estava em chamas. Ele sorriu presunçoso, quando o título foi anunciado, selando seu lugar na fama e na infâmia:

Humannequin

...

Naquele bairro – nas ruínas vaporizadas e em cinzas – A Moonlight Serenade continuava a tocar pelos alto-falantes... que mal conseguiram permanecer intactos...


Humannequin
Uma das fotos tiradas após a explosão.


Escrita por: Dubiousdugong